Tolerância zero já!

Por Pedro Rafael.

Como todos sabemos, o Rio de Janeiro está praticamente parado desde março. Se você não tiver utilidade comprovada na luta contra a Covid-19, deveria fechar as portas e manter seus funcionários em home-office. Durante os últimos meses acompanhamos nos jornais a quantidade de denúncias por suspeitas de irregularidades, corrupções e pressões políticas, que faziam com que decretos e nomeações logo fossem alteradas. Nesta primeira semana de junho não foi diferente. Ao anunciar o retorno gradual das lojas, o prefeito Marcelo Crivella anunciou como e quais, poucas, lojas poderiam retornar.

Em nenhum momento as entidades de classe foram ouvidas para opinar sobre este tema tão importante, para o nosso futuro. Se não bastasse não ouvir, tem feito questão de tampouco receber seus líderes e, simplesmente, jogar para frente qualquer tipo de contato.

Enquanto lojas de shoppings já recebem autorização para sua volta, não poderemos ver as lojas de rua, tão importantes em boa parte do Rio de Janeiro, serem reabertas.

Infelizmente podemos ver que, como no início de sua gestão (2017), os camelôs poderão estar livremente nas ruas, trabalhando muitas vezes sem proteção e com produtos de origem duvidosa.

Precisamos urgentemente de uma tolerância zero nas ruas da cidade, para impedir essa concorrência desleal com nossos lojistas que sofrem diariamente para manter suas lojas abertas.

Se persistir essa medida contra os lojistas de rua, vai acontecer o que muitos já sabem: os próprios lojistas fornecerão produtos para camelôs e, assim, não irão pagar impostos à Prefeitura, que, inclusive não tem verba garantida para os próximos meses de salários dos servidores.

Tenho certeza que logo em ano eleitoral o atual prefeito não pretende ver os números de desempregados aumentarem drasticamente, não?!

Prefeito: aproveite seus últimos meses e comece a cuidar, de verdade, das pessoas e não abandone aqueles pagadores de impostos que dão o sangue pelo Rio de Janeiro e não faça com tenhamos novas ruas abandonadas como a Rua da Carioca. Lembre-se que, sem essas lojas funcionando, não haverá dinheiro em caixa.

Pedro Rafael

Diretor da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).

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