Totvs não desiste. Linx vale a insistência?

Stone, que está na disputa, quer se consolidar como uma empresa que vai além das soluções de pagamento.

A Totvs enviará aos conselheiros independentes da Linx a documentação relativa à proposta para a combinação dos negócios entre as duas empresas. Parece que o desespero é tão grande que haverá a proposta do pagamento pela Totvs à Linx de uma multa no valor de R$ 100 milhões, caso a operação, depois de aprovada pelos acionistas de ambas as companhias, não seja aprovada pelo Cade, destacando que a medida está vinculada ao melhor interesse da companhia e não de terceiros, sem que possam resultar em ilegítimas consequências financeiras para a própria companhia. A Totvs garantiu que o formulário F-4 exigido pela Securities and Exchange Commission está em fase avançada de preparação e logo será enviado a esse regulador. Na véspera, a empresa de maquininhas Stone elevou a proposta pela Linx em 4% – para um total de R$ 35,10 por ação, ante os R$ 33,76 anteriores. Isso, na prática, aumenta a oferta original de R$ 6 bilhões para cerca de R$ 6,2 bilhões. Além disso, dentro das negociações, caso o acordo não seja fechado, a multa imposta à Linx também ficou um pouco menor, caindo de R$ 600 milhões para R$ 454 milhões.

Os sistemas da Linx são vistos como vitais pela Stone. Com 9% do mercado de maquininhas, a Stone quer se consolidar como uma empresa que vai além das soluções de pagamento. Pretende oferecer ao varejo a tecnologia para a gestão do negócio, a especialidade da Linx.

Os analistas do Bradesco BBI acham que a oferta em dinheiro por ação passou de R$ 30,39 para R$ 31,56, é uma mudança não tão significativa e o aumento na oferta foi pequeno, o que pode indicar sinergias menores do que o esperado entre Stone e Linx. Além disso, a Stone está oferecendo agora suas próprias ações, fazendo a oferta atingir R$ 35,10 por ação da Linx. Na véspera, as ações da Linx subiram 4% com a expectativa de um movimento similar pela Totvs. O banco acredita que a Stone vai ganhar o processo de venda, mas destacou que as chances da Totvs estão aumentando.

 

Itaú será sócio da Engie

O Itaú Unibanco vai subscrever 18,56% em ações preferenciais emitidas pela Novo Estado Participações (NEP), que é uma controlada indireta da Engie. A operação viabilizará a implantação de cerca de 1.800 quilômetros de linhas de transmissão nos estados do Pará e Tocantins. Em nota o diretor-presidente da Engie, Eduardo Sattamini, destacou que a empresa continuará a deter a gestão do ativo. Segundo o Credit Suisse, a notícia é positiva. O Capex da NEP atinge R$ 3 bilhões, e o Credit estima Valor Presente Líquido de R$ 450 milhões

 

Mercado de IPO já demonstra saturação

O mercado de IPO já dá sinais de saturação. A demonstração foi a precificação das duas últimas empresas: a da rede de farmácias Pague Menos e a da desconhecida subsidiária da Cyrela, a Lavvi. Ambas tiveram que reduzir a faixa indicativa. O interessante é que só foram adquiridas as ações constantes da distribuição preliminar, o que frustrou a Cyrela, a RH Empreendimentos Imobiliários e o acionista individual Moshe Horn, que achavam que embolsaria vultosa quantia sem dispender o mínimo de esforço. O pior, no entanto, foi a estréia da desconhecida subsidiária que teve desvalorização de 10%. A Pague Menos, sem o menor motivo aparente, subiu 10%.

 

Analistas recomendam trocar BB por B3

Os analistas do Itaú BBA avaliam que os investimentos nas ações da B3 estão em um melhor momento do que o visto para os bancos, como o Banco do Brasil. Em uma atualização da carteira top 5, o optaram pela entrada da bolsa e a saída do banco estatal, mesmo achando que a ação está sendo negociada com desconto, acreditamos que o cenário para o setor de bancos é desafiador por competição com fintechs e outros seetores, expectativa de redução de tarifas com o lançamento do PIX e Open banking e pressão nos resultados por provisões de devedores duvidosos, A equipe, no entanto, observa um forte momentum e um aumento significativo de novos investidores, que devem sustentar números operacionais robustos nos próximos trimestres para a B3 e que poderá motivar a valorização das ações mais rapidamente que as do Banco do Brasil no curto prazo.

 

Bradesco e Itaú apostam na Panvel

O Itaú BBA iniciou a cobertura de Panvel, com recomendação outperform e preço justo de R$ 34 para 2021. A empresa concluiu recentemente uma oferta de ações, levantando R$ 480 milhões para financiar seu plano de expansão de lojas. Nos níveis atuais, o banco vê a ação negociando a 36 vezes P/E (preço sobre lucro) em 2021, um desconto de 10% em relação à RaiaDrogasil. O banco destacou que a empresa tem operado com ROIC (Retorno sobre Capital Investido) de 15%, em linha com a concorrente, impulsionada por um portfólio competitivo de vendas e baixo Capex por loja. O BBA afirmou que a empresa pretende abrir mais 370 lojas, a maioria no Sul do Brasil, até 2025, mas que apesar do histórico excelente, a estratégia traz um risco relevante de canibalização. O banco citou ainda a penetração de 20% de e-commerce e o índice de 61% nas buscas orgânicas no tráfego do site.

O Bradesco BBI afirmou que a Panvel está operando com múltiplo PE (Preço sobre Lucro) de 33 vezes em 2021, um desconto de 35% ante a RaiaDrogasil. Em relatório, o banco disse que a empresa é a preferida dentro do setor farmacêutico.

 

Comprem Usiminas e vendam CSN

A Usiminas foi elevada de neutra para compra pelo JPMorgan, com preço-alvo de R$ 12,50, enquanto a Localiza rebaixada a neutra pelo mesmo banco, com preço-alvo de R$ 53. O American Depositary Receipts da CSN de neutro para venda.

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