Trabalhador acima de 40 tem mais dificuldade no mercado de trabalho

Segundo estudo, 70,4% dos entrevistados se disseram discriminados em seleção; já para Sebrae, 7 entre 10 empregos gerados em agosto estavam em MPEs.

Pesquisa realizada pelo InfoJobs apontou que 70,4% dos profissionais com mais de 40 anos já sofreram preconceito no mercado de trabalho por conta da discriminação de sua idade. O levantamento foi feito no primeiro semestre do ano e ouviu 4.588 profissionais de 40 a 50 anos, de 50 a 60 e de mais de 60 anos.

Na percepção de 78,5% dos respondentes, o mercado não dá as mesmas chances para profissionais 40+, quando comparado com os mais jovens. Segundo o levantamento, 27,1% acreditam que é preciso estar mais atualizado para competir com as novas gerações e 68,4% alegam que muitas vezes nem isso é suficiente para garantir um emprego. A tecnologia, muitas das vezes, acaba por se tornar um divisor de águas em um cargo. Isso porque, na maioria dos casos, as empresas buscam pessoas qualificadas que estejam prontas ou pelo menos em processo de adaptação às exigências da vaga. Ou seja, são poucas as chances de uma empresa treinar o indivíduo com o devido tempo para que ele se adapte ao mercado.

Outro ponto a se destacar da pesquisa é que para 61,1% dos profissionais com mais de 40 anos, o principal desafio é a falta de oportunidade de trabalho, enquanto outras dificuldades práticas não chegam a 15% das respostas. Para outros 14,1%, acompanhar as tendências do mercado acaba sendo o grande problema. Perguntadas sobre o que falta para as empresas contratarem profissionais acima dos 40 anos, 56,2% das pessoas responderam que não há o reconhecimento desses profissionais. Já para 30,4% o preconceito com os mais experientes acaba sendo a razão da falta de oportunidade.

A pesquisa também perguntou para os participantes quais seriam as características que fazem um profissional 40+ se destacar no mercado de trabalho e, para 25,9%, o comprometimento é a principal razão. Maior tempo de experiência e capacidade de adaptação aparecem logo em seguida empatadas com 18,1%. Inteligência emocional, resiliência, postura empreendedora e perfil de gestão foram as outras características destacadas. Questionados se um profissional dessa faixa etária agrega valor para o ambiente de trabalho, 99,2% dos perfis de liderança da pesquisa responderam positivamente, mas ressaltaram que o percentual de empregabilidade continua muito baixo.

Até 2050, projeções apontam que o mundo terá mais idosos do que jovens. Por isso, é importante que o mercado se atente à movimentação dos profissionais de 40, 50 ou 60+.

Já de acordo com levantamento feito pelo Sebrae, com base nos dados do Caged, do Ministério da Economia, as micro e pequenas empresas continuam sendo as grandes responsáveis pela geração de empregos no Brasil: das 372, 2 mil novas vagas de trabalho criadas, em agosto, os pequenos negócios foram responsáveis por 265,1 mil, o que corresponde a cerca de sete em cada 10 novos postos de trabalho abertos no Brasil, nesse período.

O setor de serviços, um dos mais impactados pela pandemia do coronavírus, foi o responsável por cerca de 46% das vagas de empregos dos pequenos negócios, contratando 119,3 mil trabalhadores, quase o dobro das contratações feitas pelas médias e grandes empresas de setor que, em agosto, abriram 60,8 mil novos postos de trabalho. Na sequência, aparecem o setor do comércio com 69,8 mil, indústria da transformação (40,6 mil), construção (30,7 mil) e agropecuária (2,5 mil), sendo que apenas neste o último o número de novas vagas foi inferior ao das médias e pequenas que abriram 6,7 mil.

No acumulado do ano, as micro e pequenas empresas figuram com aproximadamente 70% dos postos de trabalho gerados no país. Dos 2,2 milhões de vagas criada nos oito primeiros meses de 2021, mais de 1,5 milhão são dos pequenos negócios, contra 507 mil das médias e grandes empresas.  Quando comparado com o mesmo período do ano passado, os dados do Caged revelam uma recuperação da economia e da criação de empregos no Brasil.

Entre janeiro e agosto de 2020, o saldo de empregos gerados pelos pequenos negócios havia sido negativo, com o encerramento de 524,3 mil vagas e as médias e grandes haviam fechado um pouco mais de 466 mil empregos.

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