Trabalhadores da Fafen-BA cobram da Petrobras solução contra fechamento

Trabalhadores da Fafen-BA lutam contra o fechamento da fábrica devido a altos custos de gás natural.

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Fafen-BA (Foto: Divulgação Unigel)
Fafen-BA (Foto: Divulgação Unigel)

As operações da Unigel Agro BA (antiga Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados, Fafen-BA) serão paralisadas, com a demissão de 384 trabalhadores envolvidos na produção da unidade (264 funcionários diretos e 120 indiretos). Os trabalhadores cumprirão aviso prévio trabalhado de 30 dias.

A paralisação foi comunicada pela Proquigel, do grupo Unigel, ao Sindiquímica Bahia, que representa os trabalhadores do setor, na última quarta-feira (1º).

A empresa alega que vem operando a unidade de forma deficitária desde o final de 2022, especialmente em razão do alto custo do gás natural fornecido pela Petrobras, que torna o preço final dos fertilizantes impraticável face aos preços no mercado internacional.

Fechada durante o governo Temer, em 2016, e posteriormente entregue à iniciativa privada durante a gestão Bolsonaro, a Fafen foi arrendada para a Unigel por 10 anos, junto com a unidade de Laranjeiras, em Sergipe.

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As unidades estão paradas devido ao aumento no preço do gás natural e à redução dos preços da ureia, já que empresas estrangeiras comercializam o produto no Brasil com valor muito baixo, tornando a concorrência inviável e gerando prejuízos consideráveis, relata a carta enviada pela Proquigel ao Sindiquímica.

A diretoria do Sindiquímica Bahia afirma que está buscando, junto à assessoria jurídica e à mobilização da esfera política, a cobrança por soluções que possam garantir a manutenção dos postos de trabalho e a renda dessas famílias de trabalhadores.

“A nossa preocupação enquanto sindicato que defende os direitos dos trabalhadores é a preservação dos postos de trabalho, com uma solução imediata que venha do governo da Bahia ou do governo federal, por meio da Petrobras, que pode retornar a operação com as Fafens. Independentemente da solução encontrada, queremos a garantia de que todos os trabalhadores serão aproveitados”, cobra José Pinheiro, diretor do Sindiquímica Bahia.

“São trabalhadores especializados, alguns vindos de outros estados ou de outras indústrias da Bahia, que investiram na formação profissional e organizaram suas vidas e das suas famílias a partir da expectativa gerada pelo trabalho na Unigel. Cerca de 30% dos funcionários realizaram qualificação no Senai Cimatec e desempenham o primeiro emprego”, afirma o Sindicato.

Na carta, a Proquigel relata que “buscou incontáveis vezes a Petrobras objetivando uma forma de redução do preço do gás natural, que chegasse a um patamar razoável e que viabilizasse a operação da Unigel Agro BA, mesmo que fosse um ajuste temporário, mas até a presente data nenhum esforço foi feito pela Petrobras, a qual mantém, até a presente data, preços insuportáveis e infinitamente superiores aos praticados no mercado internacional.”

Ainda segundo a empresa privada, “outra solução encontrada pela Proquigel e proposta à Petrobras foi a formalização de um Contrato de Tolling, o que permitiria a continuidade da operação da Unigel Agro BA. Mas, da mesma forma, até a presente data, a Petrobras não aceitou tal solução apresentada.”

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