Trend no Tik Tok: explante de próteses de silicone ganha força

Cirurgião plástico, Leonardo Rodrigues, explica as possíveis causas.

Atualmente, a rede social Tik Tok registra mais de 80 milhões de visualizações em vídeos com a #explantedesilicone. Além da trend que viralizou no Brasil com histórias de mulheres que fizeram o procedimento estético de retirada da prótese de silicone, famosas como Victoria Beckham, Monica Benini, Carolina Dieckman e Fiorella Matheis também aderiram ao movimento. Apesar da ausência de dados recentes sobre a cirurgia, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica, os números do procedimento seguem em crescimento nos últimos anos. Em 2018, 14,6 mil mulheres fizeram a retirada de implante. Número que subiu para 19,4 mil, em 2019, e para 25 mil, em 2020.

Os motivos e as queixas para o explante, contudo, são diversos. Desde a falta de adaptação por parte da paciente, a aceitação do próprio corpo até problemas de saúde caudados por rejeição. A busca por uma forma diferente de olhar para si mesma e relacionar-se com o próprio corpo está entre as mais citadas no consultório de Leandro Rodrigues, à frente da Clínica Dermo Plast, em Minas Gerais, assim como as queixas por dores de rejeição. “Algumas mulheres, após os implantes, podem sentir dores musculares e articulares, alergias, fadiga e depressão, que são alguns dos sintomas que geralmente relacionamos à doença do silicone. Contudo, como não existe um exame que bata o martelo sobre o diagnóstico, a alternativa é fazer a retirada dos implantes, mas não necessariamente essa é uma garantia de que os sintomas irão desaparecer”, revela o membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

Leonardo Rodrigues ainda afirma que apesar de várias famosas estarem aderindo ao procedimento, seja pelos novos padrões de beleza, que estão com uma pegada mais natural, ou por apresentar alguma queixa, a cirurgia de explante é simples, assim como sua recuperação. “Hoje, as próteses estão muito mais resistentes e geram menos contratura capsular, com menos chances de vazamento. Com esse cenário, o procedimento se torna bem simples. Basta, fazer a retirada e, caso a paciente fique com alguma flacidez indesejada, fazer um enxerto com gordura de outra parte do corpo ou uma cicatriz em T invertido”, explica o médico especializado.

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