Três perguntas: as empresas utilizando criptomoedas

Por Jorge Priori.

PayPal, MicroStrategy, Square, Mastercard e Tesla. Todas essas empresas já começaram a aceitar pagamentos ou a fazer investimentos em criptomoedas. Nesta semana, o argentino Mercado Livre divulgou seus resultados do primeiro trimestre de 2021 e informou que havia comprado US$ 7,8 milhões em bitcoin. Essas empresas possuem ações negociadas na Nasdaq ou na Bolsa de Nova York (Nyse). Com exceção da MicroStrategy, todas possuem BDRs na B3. Com o tempo, mais empresas, dos mais variados tamanhos, passarão a trabalhar com criptomoedas.

Para entendermos um pouco mais sobre a aceitação de criptomoedas por empresas, conversamos com Ricardo Dantas, co-CEO da Foxbit, exchange (corretora) de criptomoedas. A Foxbit organizou recentemente um serviço de atendimento de grandes empresas interessadas em investir em criptomoedas.

 

Como as empresas brasileiras estão vendo as criptomoedas? O Brasil possui alguma regulação para que uma empresa possa usar ou investir em criptomoedas?

Cada dia mais empresas de todos os tamanhos têm nos procurado para entender mais sobre o mundo das criptomoedas. Explicamos para estas empresas desde os conceitos básicos do bitcoin, blockchain até as regulações/normativas em vigor para aquisição, reconhecimento de valores e impostos a serem pagos.

Atualmente só existe uma normativa do governo, a Instrução Normativa 1888 da Receita Federal, de 3 de maio de 2019, que obriga corretoras e pessoas que trabalham com o P2P (peer-to-peer, negociação sem intermediário) a reportarem mensalmente as transações para Receita. Existem conversas no Congresso para algumas regulações que ainda não possuem datas para serem aprovadas.

 

Como as empresas podem usar as criptomoedas? Como funciona a custódia?

Atualmente, as empresas têm usado bastante as criptomoedas como reserva de valor ou para transações entre empresas do grupo. Orientamos as empresas a ter sua própria custódia, seja através de uma ledger (hardware desenvolvido para funcionar como uma carteira segura para cripto ativos) ou através de empresas parceiras de custódia como a BitGo*, uma das maiores do mundo.

 

Como está a adoção de criptomoedas por empresas no exterior?

A adoção das criptomoedas está cada vez maior, seja para reserva de valor, remessas entre países ou para aplicação financeira em grandes fundos e ETFs (Exchange Traded Funds; Fundos de Índices). Já existem serviços especializados de suporte para estas aplicações fora do Brasil, e a Foxbit pretende trazer cada vez mais opções para os seus clientes.

 

* A BitGo foi comprada na última quarta-feira (5) pela Galaxy Digital por US$ 1,2 bilhão. Segundo a Galaxy, seu objetivo é formar uma provedora global de serviços financeiros de ativos digitais para instituições. A BitGo é uma plataforma de serviços para ativos digitais, entre eles, a custódia. A Galaxy Digital é uma empresa de serviços financeiros e investimentos em ativos digitais, criptomoedas e tecnologia blockchain. Suas ações são negociadas na Bolsa de Toronto através do código GLXY. Ela não possui BDRs na B3.

Leia também:

Três perguntas: criptomoedas, parte 4 – as stablecoins

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