Três perguntas: Casa do Construtor – desafios e perspectivas

Por Jorge Priori.

A Casa do Construtor é a maior rede franqueadora de locação de máquinas e equipamentos de pequeno porte para a construção civil da América Latina. Fundada em 1993, a empresa, que começou a operar com franquias em 1998, vem passando por um forte processo de expansão nos últimos anos, principalmente durante a pandemia. Depois de fechar 2019 com 276 unidades e faturamento de R$ 279 milhões, a Casa do Construtor fechou 2021 com 401 unidades e faturamento de mais de R$ 500 milhões. Conversamos com Altino Cristofoletti Júnior, CEO da Casa do Construtor, sobre os impactos da pandemia na operação da empresa, seus planos de digitalização e as perspectivas para 2022 diante de um cenário econômico bastante desafiador.

 

Como a pandemia impactou a operação da Casa do Construtor?

A pandemia trouxe um momento muito desafiador, mas também com muita aprendizagem. Logo quando começou a pandemia, negociamos ou suspendemos algumas taxas para os franqueados, o que deu mais fôlego aos empreendedores e favoreceu uma adaptação mais rápida. Além disso, aceleramos nosso processo de digitalização, implantando ou aprimorando canais virtuais para franqueados e para o consumidor. Outro ponto importante é que notamos o crescimento de consumidores pessoas físicas em nossas lojas, tanto que atualmente 52% de nossos contratos de aluguel são emitidos para pessoas físicas não ligadas à construção civil.

Outro fator importante foi a classificação da construção civil como atividade essencial, o que permitiu que a Casa do Construtor continuasse operando mesmo com algumas restrições no atendimento em grande parte do Brasil. Muitas pessoas fizeram pequenas reformas, limpezas etc. Estabelecimentos comerciais que tiveram que ficar fechados nesse período (como bares e restaurantes) também aproveitaram para realizar pequenas reformas, manutenções e limpezas. Em 2020, a rede Casa do Construtor registrou um aumento de 18%.

 

A Casa do Construtor opera num modelo de lojas próprias e franqueadas onde uma pessoa se dirige à loja para alugar um equipamento. Existem planos de digitalização da operação?

Embora o modelo de lojas físicas seja importante, a Casa do Construtor sempre manteve o foco na conveniência do cliente. Desde o início dos anos 2010 a rede oferece a possibilidade do cliente realizar a locação através do telefone. Nos últimos anos expandimos o atendimento para canais virtuais, principalmente o whatsapp.

 

Como a empresa está sentindo o processo de retomada da economia e se preparou para o desafiador cenário econômico de 2022?

A Casa do Construtor tem registrado números expressivos nos últimos meses. O ano de 2021 foi de recordes: a rede cresceu 54%, ultrapassando o faturamento de R$ 500 milhões e o número de 400 lojas distribuídas por todo Brasil e Paraguai (duas unidades).

O distanciamento social e o maior tempo das pessoas em casa incentivaram cuidados variados com as moradias, e a rede aproveitou esta oportunidade para se desenvolver.

Para 2022, temos um plano bem estruturado para expansão da rede, com a meta de chegarmos a 600 lojas até o final do ano e aumentarmos o faturamento em 50%. Nosso grande sonho é atingirmos 1.000 lojas até 2024. Para isso, temos focado muito na produtividade e lucratividade das operações, visto que um dos grandes pilares desse crescimento é que os franqueados atuais abram mais lojas.

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