Três perguntas: Open Economy, o próximo estágio

Por Jorge Priori.

Conversamos com Peterson Santos, CEO da Trio, sobre a Open Economy, conceito que já está sendo construído no Brasil tendo alicerces como o Open Banking e o Open Insurance.

 

O que é a Open Economy?

Podemos pensar na Open Economy como a evolução e convergência entre Open Data e Sharing Economy. Estamos falando de um mundo onde a tecnologia assegure as informações numa (ou mais) rede para troca de bens ou dados, onde as pessoas tenham acesso facilitado e oportunidades de escolha. Para que possamos sentir os benefícios, é imprescindível que a experiência individual e coletiva sejam positivas e analisadas em conjunto.

Geralmente, empresas alinhadas à mentalidade Open Economy, como Uber, iFood, AirBnb ou Nubank, são transparentes sobre como operam e transformam profundamente os mercados onde se instalam. Os benefícios têm grande impacto no consumidor final, ou como chamamos em tecnologia, o usuário do produto/serviço.

 

Como você avalia o caminho que está sendo percorrido pelo Brasil para chegar ao Open Economy?

Muito positiva, se pegarmos como exemplo a regulamentação do Open Finance que está sendo capitaneada pelo Banco Central. O brasileiro sempre teve os 5 grandes bancos como “opção” para realizar todos os serviços financeiros que precisa: da poupança ao financiamento do carro, passando pela conta empresarial e solicitação de crédito. Graças a esta regulamentação, o brasileiro torna-se dono dos seus dados para conseguir juros menores, melhores propostas e melhores produtos. Novas leis para tirar impostos sobre startups trazem também muitas oportunidades para que ideias surjam e ganhem corpo.

O ecossistema de inovação no Brasil está aquecido e já se compartilha o pensamento de que investidores nacionais devem investir em empresas nacionais, fomentando ainda mais o produto interno. São fatores que me deixam esperançoso sobre estarmos desenvolvendo o melhor terreno para a Open Economy.

 

Como a Open Economy pode ser explorada pelas empresas?

Elas precisam correr. Novos conceitos surgem para atrair a atenção das empresas o tempo todo. Basta pegarmos o que aconteceu recentemente com o ESG. Hoje, muitas empresas sabem que possuem capital humano, abrem espaço para a diversidade e investem pesado em branding, mas ainda poucas entendem que podem se tornar fintechs e melhorar de forma exponencial a experiência de seus beneficiários diretos, colaboradores e clientes. Quem sabe até criar um novo ramo de atuação.

O mundo Open Data traz oportunidades inimagináveis, mas é imprescindível entender que é necessário mais do que obter os dados. É preciso enriquecer, nutrir e entregar experiência baseada neles, que traga valor inestimável ao cliente. Veremos empresas que vão se transformar totalmente nos próximos meses e anos. As que capitanearem essa transformação digital no seu nicho, terão todas as chances a seu favor.

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