Três perguntas: perspectivas do mercado de correspondentes bancários

Por Jorge Priori.

Conversamos sobre o mercado de correspondentes bancários, suas perspectivas e a inserção dos desbancarizados com Róbson Pontes, CEO e co-fundador da startup Mola. Também falamos sobre as perspectivas dos empréstimos consignados com garantia do FGTS e do Bolsa Família (Auxílio Brasil).

A Mola é uma startup especializada em soluções tecnológicas que cubram toda a jornada dos correspondentes bancários, desde a venda do serviço financeiro ao atendimento dos clientes. Em outras palavras, cada banco que atua neste mercado possui o seu sistema de gestão com as suas rotinas. Com isso, as empresas que atuam neste mercado tinham que possuir áreas administrativas inchadas para que pudessem atender às rotinas de cada banco.

O que a Mola fez foi desenvolver uma plataforma que unificasse e padronizasse essas rotinas, otimizando o trabalho dos correspondentes e atendendo as necessidades dos bancos. Com isso, as empresas de correspondentes puderam deslocar recursos das áreas administrativas para as áreas de vendas, concentrando seus esforços no que de fato traz receita.

Fundada em 2019, a startup já recebeu um aporte de R$ 2 milhões provenientes da rodada liderada pelos sócios da HIX Capital.

 

Como você vê o atual momento do mercado de correspondentes bancários e suas perspectivas e a inserção dos desbancarizados nesse mercado?

Os correspondentes bancários podem não só representar um serviço financeiro de um banco, mas também usar os recursos deste para conceder crédito, que é onde entra a desbancarização no mercado.

Com relação aos desbancarizados, ainda é cedo para dizer, mas a minha percepção, sem dados reais, é que eles estão cada vez mais inseridos na economia dada a quantidade de oferta e facilidades que o mercado está proporcionando. Acredito que em determinadas regiões será bem relevante, dado o perfil de clientes somada à taxa mensal oferecida, o que pode ser um desafio com o cenário de juros subindo.

 

Como o mercado tem respondido ao empréstimo consignado com garantia do FGTS?

O momento é bom, propício e está aquecido com o aumento da margem do INSS, que passou de 30% para 35% nos consignados, além de outros convênios. Temos também a movimentação do governo para a liberação de meio trilhão de reais com o FGTS, o que torna o cenário promissor para o correspondente bancário. No geral, a perspectiva tem sido positiva pois permite o consignado através do Bolsa Família.

 

Na sua opinião, quais são as perspectivas do empréstimo consignado com garantia do Bolsa Família (Auxílio Brasil)?

Tendo em vista o volume já emprestado em pouco tempo, o cenário é otimista. Essa movimentação será maior do que o INSS, uma vez que a oferta e demanda serão enormes. Além disso, esse modelo traz uma operação simples de formalizar e proporciona riscos baixos, entregando ainda mais benefícios e proporcionando uma abertura para atender um novo nicho, com taxas e juros mais baixos para liberar crédito para quem precisa.

A antecipação de recebíveis está aumentando, assim como a disponibilidade de valores, o que traz mais pessoas para o mercado de consumo por conta desse produto.

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Três perguntas: o potencial do mercado de desbancarizados

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