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domingo, janeiro 24, 2021

Truculência

E-mail recebido por esta coluna confirma nota publicada semana passada sobre a truculência da polícia do governador Sérgio Cabral na repressão a manifestantes que protestavam apenas pacificamente, com uma agressividade superior à demonstrada nos tempos da ditadura militar. A remetente conta que os policiais “caçaram” manifestantes que já haviam se retirado, jogando bombas em bares nas imediações do Palácio Guanabara, sede do governo. Não é surpresa, já que a repressão atingiu, com bombas e invasão sem mandato, até mesmo uma casa de saúde.

Deus castiga
Os preços de hotéis devem aumentar em média 17% durante a semana em que o Papa estará no Rio de Janeiro, analisa o site TripAdvisor, que fez pesquisa sobre o período da Jornada Mundial da Juventude. Entre os dias 16 e 21 de julho, a média das diárias de hotéis três estrelas é de R$ 502,38, e logo na semana seguinte pula para R$ 585,91.

Continua a festa
O Deutsche Bank (DB), o maior banco alemão, retirou a “primazia” do estadunidense JP Morgan Chase na questionável liderança da posse de derivativos financeiros, relata o boletim digital semanal Resenha Estratégica. “O fato, pouco divulgado, é muito ruim para toda a Europa. O relatório anual de 2012 do DB revela contratos de derivativos com o valor nominal de 55,60 trilhões de euros, equivalentes a mais de US$ 72 trilhões. Com isto, o Deutsche ultrapassou o megabanco estadunidense, que sempre foi o número um no mercado “de balcão” (over-the-counter, ou OTC, no jargão dos mercados) e encerrou o ano com uma carteira de derivativos de apenas US$ 69,5 trilhões).”

Sem lastro
Os bancos alemães entraram com tudo na farra financeira liderada pelos bancos de investimento dos Estados Unidos, e não à toa tiveram que ser ajudados, de forma explícita ou escondida, pelo Governo da Alemanha e pelo Banco Central Europeu, que fornece dinheiro a custo zero. Salvos da crise, mostraram que nada aprenderam – ou talvez tenham confirmado que governos próximos estão sempre atentos para auxiliar banqueiros.
“Vale recordar que a base capital do Deutsche Bank representa apenas 1, 47% do valor de todas as suas atividades. É um percentual muito baixo, ainda inferior aos 2,55% do Morgan Stanley, que, no auge da crise bancária estadunidense, foi um dos bancos mais endividados e expostos”, diz a Resenha Estratégica. O percentual significa que, em média, para cada euro de produtos existentes na carteira do banco alemão, existe apenas 1,47 centavo de cobertura.

Terreno perigoso
Não bastasse toda a burocracia cartorial, e os preços fora da realidade em muitas cidades, o interessado na aquisição de um bem imóvel deve agora requerer laudos e licenças ambientais para comprovar regularidade junto aos órgãos fiscalizadores, recomenda a advogada Joanna Paes de Barros e Oliveira, do escritório Candello & Paes de Barros Advogados. Ela alerta que a responsabilidade ambiental acompanha o imóvel. “Portanto, cabe ao causador do dano, seja ele proprietário do imóvel ou da empresa, repará-lo independentemente de ter agido com culpa (negligência, imprudência ou imperícia). Tendo havido o dano ambiental e a ligação entre o dano e a atividade empresarial ou propriedade do imóvel é o bastante para configurar a responsabilidade ambiental”, explica a advogada.

Desperdício
Estacionados ao tempo, em um terreno nobre no Centro do Rio, praticamente em frente à sede da Prefeitura, estão os vagões da antiga Linha 2 do Metrô do Rio (hoje a cidade conta com uma linha e meia, um grande rabicho com uma pequena bifurcação). Seria conveniente pensarem em uma utilização para as composições, antes que virem sucata e vão servir de motivo para engrossar os protestos contra o desperdício de dinheiro (do) público.

O tempo passa
Falando em vagões do Metrô, os mais antigos – que entraram em uso com o início das operações, em 1979 – estão, pelo menos do ponto de vista estético, em péssimas condições. Merecem, mais que uma maquiagem, uma reforma completa.

Derrapada
Também uma concessão, a operação da rodovia BR 040 precisa de uma fiscalização mais atenta da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Desníveis de pista, buracos, falta de sinalizadores (olhos de gato), nada disto combina com a tarifa de R$ 8 (para carros) por praça – e são três entre Rio de Janeiro e Juiz de Fora.
 

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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