Trump faz da ONU campo de ataques

Presidente dos EUA elogia assassinato e China oferece vacinas como bens públicos.

Internacional / 01:23 - 23 de set de 2020

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Enquanto a China oferece a vacina como bem público, Donald Trump, dedicou boa parte de seu discurso na Assembleia-Geral da ONU nesta terça-feira a ataques à China, que já havia sido um de seus principais alvos na campanha de 2016, c

“Temos travado uma batalha feroz contra um inimigo invisível - o vírus da China - que tirou inúmeras vidas em 188 países”, disse Trump no início de sua fala. Em seguida, o presidente afirmou que é preciso responsabilizar a nação que desencadeou essa praga no mundo”.

“Nos primeiros dias do vírus, a China bloqueou as viagens domésticas enquanto permitia voos para sair da China e infectar o mundo (..) O governo chinês e a Organização Mundial da Saúde - que é virtualmente controlada pela China - declararam falsamente que não havia evidência de transmissão de humano para humano”, acrescentou. Segundo o presidente dos EUA, a ONU deve responsabilizar o país asiático “por suas ações”.

Logo após Trump, o presidente da China, Xi Jinping, discursou na assembleia da ONU e garantiu que seu país não terá nenhum tipo de guerra, “nem quente nem fria”, apesar das fortes tensões que vive com os Estados Unidos. Xi Jinping destacou que a China nunca buscará a "hegemonia" e insistiu por um mundo baseado na cooperação e no multilateralismo.

Segundo o presidente, Pequim se empenhará em resolver qualquer disputa por meio do diálogo e da negociação. Ele considerou que, em um mundo tão interconectado como hoje, nenhum país ganha com os problemas do outro. “Devemos rejeitar a mentalidade de soma zero”, disse ele. Ainda em seu discurso, Xi rejeitou as posições dos EUA, bem como a politização e estigmatização da pandemia.

O presidente chinês confirmou a contribuição de seu país para a pesquisa e o tratamento da Covid-19, em particular na busca de uma vacina candidata eficaz, que prometeu ao mundo como um bem público. Também rejeitou qualquer “tentativa de politização” ou “estigmatização” em torno da pandemia de Covid-19.

Xi Jinping, no início de seu discurso, lembrou o 75º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e fez um paralelo entre os esforços que então permitiram a derrota do fascismo e aqueles que a humanidade agora está fazendo para lutar contra o pandemia do Covid-19. Nesse sentido, Xi disse que “o vírus será derrotado. A humanidade vencerá esta batalha”.

Apelou à cooperação internacional para o enfrentamento da pandemia, à qual sublinhou que a resposta à doença deve ser “orientada pela ciência” e conferir, nesta, um papel fundamental à Organização Mundial de Saúde (OMS).

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