Trump mexe com petróleo e ação da Petrobras sobe 17%

Após confirmações e desmentidos, alta do barril ficou na casa de 20%, e valorização dos papéis da estatal brasileira foi a 9%.

Acredite se Puder / 17:39 - 2 de abr de 2020

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Os papéis da Petrobras se destacaram na sessão da B3 desta quinta-feira, com as ações ordinárias acusando valorização de 17%, mesmo nível da valorização das preferenciais, devido ao forte movimento de alta no mercado de petróleo, onde a cotação do barril do WTI subiu 35% para US$ 27,39 e o do Brent, em Londres, disparou 46,69% para US$ 36,29. O motivo dessa euforia foi a declaração de Donald Trump pelo Twitter, no qual afirmou que, após conversar com o príncipe saudita, repassou o resultado para a Rússia, e espera corte na produção de 10 milhões de barris diários de petróleo, que pode chegar a 15 milhões de barris.

Mais tarde, no entanto, o Governo da Rússia negou que o presidente Vladimir Putin tenha falado com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, sobre o mercado. A Arábia Saudita, porém, confirmou o diálogo entre Trump e o príncipe herdeiro, mas não deu detalhes e convocou reunião emergencial da Opep+ para discutir a crise. Após isso, os preços cederam mas os patamares continuaram elevados. O que tranquilizou foi a entrada da China como compradora para manter equilibradas suas reservas estratégicas. Em Nova York, o WTI manteve a valorização em 23,49%, baixando para US$ 25,13 e o Brent, em Londres, teve ganhos reduzidos para 20,13% e se situo em US$ 29,68. Depois de tudo isso, a alta das ações da Petrobras foi reduzida para menos de 9%, abaixo dos R$ 15,50, e os das ordinárias para 10%, ficando acima dos R$ 15,60.

Se os cortes atingirem de 10 milhões a 15 milhões de barris por dia, os mercados rapidamente se reequilibrarão e essa pode ser uma notícia fantástica e um game-changer para o petróleo, de acordo com a opinião dos analistas do Bradesco BBI, que acham que caso o encontro da Opep+ for bem-sucedido, os russos e os sauditas se livrarão do ônus de reequilibrar os mercados sozinhos, enquanto a crise com o coronavírus continua. E defendem que os outros importantes países produtores de petróleo fora da OPEP +,como o Brasil, deveriam ser convidados a cortar a produção. Os analistas do banco mantêm visão cautelosa sobre os estoques e aguardam desdobramentos: primeiro, para ver se essa reunião realmente acontecerá; segundo, ver quais países serão convidados a cortar e quanto; e, finalmente, para ver qual será o impacto na ponta longa da curva de preços do brent, que ainda está sendo negociada abaixo de US$ 40 o barril para os próximos 12 meses.

 

Panvel quer abrir 500 farmácias até 2025

O Grupo Dimed, controla a rede de farmácias Panvel, a maior do Rio Grande do Sul e nos últimos anos se expandiu até São Paulo está planejando abrir mais 500 lojas até 2025. Segundo o Bradesco BBI, 10% das vendas são digitais e a expectativa é a conquista 14% do varejo farmacêutico brasileiro até 2023 Apesar de ter apenas cinco farmácias em São Paulo, sua posição é muito forte no Sul do país, onde tem 19% da do mercado no Rio Grande do Sul, 8,8% em Santa Catarina e 8% no Paraná. Para os analistas da instituição, a Dimed é papel defensivo e o setor varejista brasileiro de farmácias é o mais defensivo no cenário da Covid-19, dirigido pela incerteza. A empresa foi uma das primeiras a investir nas vendas do setor farmacêutico pela internet, em 2015, e deverá reforçar esse canal. A recomendação para as ações é de acima da média e preço-alvo de R$ 33,00, com perspectivas de ganhos de 49% .

 

Chineses aumentam celulose em US$ 28/ton

A Asia Symbol, fabricante chinesa de celulose, aumentou os preços dos seus produtos em US$ 28 na tonelada, porque sua principal fábrica de Rizhao deverá ter uma perda estimada em 80 milhões de toneladas quando parar para manutenção no final de abril. A demanda na China continua elevada, além disso, ocorreram interrupções na cadeia de suprimentos no Canadá, Nova Zelândia e Indonésia. Por causa desse cenário, os analistas do Itaú BBA tem uma visão positiva para o setor de celulose e mantiveram a classificação de desempenho acima da média para a ação da Suzano que, nesta quinta-feira, valorizaram 6,88% para R$ 39,96; e nota de desempenho em linha com a média de mercado para a ação da Klabin, que subiram 6,58% para R$ 3,40

 

Morgan corta previsão do ADR da Embraer

A alta incerteza do acordo de aquisição da divisão de aeronaves comerciais da Embaer pela norte-americana Boeing, que também atravessa dificuldades nos Estados Unidos, e ao enfraquecimento significativo das projeções de faturamento e lucro da empresa brasileira para este ano, os analistas do Banco Morgan Stanley cortaram pela metade o preço-alvo do ADR da Embraer, listado na Nyse, de US$ 19 para US$ 9. Apesar do diretor financeiro da Boeing dizer recentemente que o acordo é estratégico, consideram que existe grande incerteza sobre se o negócio realmente avançará, e se isto ocorrer, a qual preço, levando em conta os tumultos atuais da pandemia no mundo e as dificuldades de ambas as companhias. O interessante é que, embora tenham cortado o preço-alvo do papel este ano, mantiveram a recomendação de em linha com a média do mercado para a ação.

 

Lucro das empresas de construção cairá 20%

As vendas do setor de construção civil vão desacelerar, haverá maior cancelamento nas compras de imóveis e as taxas de inadimplência vão aumentar. Para os analistas do Bradesco BBI, ainda é cedo para antecipar resultados, mas projetam que no segundo trimestre os lançamentos e vendas de imóveis novos podem sofrer uma paralisação, para uma retomada no terceiro trimestre. E, projetaram três cenários e, em todos eles, o lucro das empresas deverá cair 20% durante neste ano. Na lista desses técnicos, as top picks entre as construtoras são a EzTec, a Tenda e a Trisul.

 

BNDES financia a Engie Brasil em R$ 1,2 bi

O BNDES aprovou financiamento de R$ 1,24 bi para a Engie Brasil aplicar nas centrais geradoras da Fase 2 do complexo eólico Campo Largo, no norte da Bahia, que entrou em operação no final de 2018, e também para construir o sistema de transmissão de energia associado.

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