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Casa Branca remove vídeo da conta de Trump que mostra casal Obama como macacos

Imagem de dois segundos foi incluída em vídeo com informações falsas sobre fraudes na eleição de 2022.

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Trump na Otan (foto de Zhao Dingzhe, Agência Xinhua)
Trump na Otan (foto de Zhao Dingzhe, Agência Xinhua)

O vídeo racista postado na noite desta quinta-feira (5) no perfil do presidente Donald Trump em uma rede social que mostrava Barack e Michelle Obama representados como macacos foi removido da internet após a reação negativa que causou dentro e fora dos Estados Unidos. Até mesmo políticos do Partido Republicano, o mesmo de Trump, fizeram críticas. O governo preferiu colocar a culpa em um funcionário da Casa Branca, atribuindo a um erro ao fazer a postagem.

O vídeo foi publicado na rede social de Trump na madrugada desta sexta-feira. A imagem de dois segundos foi incluída ao final de um vídeo de cerca de um minuto, com teorias da conspiração que repercutem denúncias não comprovadas de fraude nas eleições de 2020, quando Trump perdeu para o presidente democrata Joe Biden e não reconheceu os resultados.

Em resposta à publicação, o líder dos Democratas da Câmara de Representantes dos EUA, o deputado Hakeem Jeffries, igualmente negro, defendeu Obama e Michelle como “o melhor deste país”.

“Donald Trump é um verme vil, desequilibrado e maligno. Por que líderes republicanos como John Thune continuam a apoiar esse indivíduo doente? Todos os Republicanos devem denunciar imediatamente o fanatismo repugnante de Donald Trump”, defendeu.

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O vídeo foi um dos 60 posts que o presidente Trump fez durante apenas três horas, boa parte com acusações de fraudes na eleição de 2020 que nunca chegaram a ser comprovadas.

No vídeo em que Obama aparece como macaco aparecem as acusações já desmentidas de que a empresa de contagem de votos Dominion Voting Systems teria ajudada a fraudar a eleição.

Por ter veiculado essa falsa acusação, a emissora trumpista Fox News fez um acordo extrajudicial de US$ 787 milhões com a Dominion para suspender um processo de difamação movido pela empresa de tecnologia citada.

Com informações da Agência Brasil

Matéria atualizada às 17h49 para inclusão da informação de que o post foi excluído

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