Trópicos

O Brasil está em primeiro lugar no ranking comercial da França na América Latina, bem à frente do México e da Argentina. Já a França é o sétimo maior fornecedor do Brasil. As importações de produtos franceses pelo Brasil aumentaram 20,5% entre 2006 e 2007. Atualmente, há mais de 350 filiais de empresas francesas no Brasil, gerando cerca de 250 mil empregos.

Fraude
Os remédios falsificados mais apreendidos no país são para tratar disfunção erétil. Em seguida, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), aparecem os remédios para tratamentos de câncer e HIV, por serem muito caros. Para tornar mais difícil a falsificação do Helleva, o laboratório farmacêutico Cristália incluiu um método de proteção nas embalagens. O sistema traz um holograma em três dimensões de quatro cores, aplicado no próprio blister, a embalagem interna que acondiciona os comprimidos.
O mecanismo de segurança estabelecido por lei – a “raspadinha” (local da embalagem que, depois de raspado, revela o logotipo do fabricante) – embora ainda não tenha sido copiado pelos falsificadores, tem-se mostrado ineficiente à medida que o consumidor final, o paciente, não tem o hábito de utilizá-lo, diz o Cristália.

Protegidos
Quase 80% dos brasileiros usam protetor solar, revela pesquisa do Instituto Qualibest; 43% afirmaram usá-lo durante o ano todo, independentemente da estação do ano. A maioria dos que não utilizam protetor é de homens, da Região Nordeste. Segundo estudos realizados pelas consultorias Bain e Company e pela Euromonitor, o mercado de protetores, até 2012, deve crescer cerca de 49%. Em 2007, ele movimentou US$ 500 milhões.

Mais lembrada
A primeira marca que vem à mente dos entrevistados na pesquisa de protetores solares é a Sundown, com 68% de menções; é a marca preferida por 49%; a mais usada por 31%; e a que tem a propaganda mais lembrada para 52%. Em segundo lugar no conhecimento espontâneo ficou a Nivea/Nívea Sun (10%), seguida da Cenoura & Bronze, (6%). Outras marcas com conhecimento espontâneo, mas menor que 5%, são: Coopertone, Natura, L”Oreal, Avon, Sunblock, Johnson&Johnson e Episol.

Toma que o lixo é teu
A responsabilização da indústria sobre o destino do lixo pós-consumo deverá ser um dos pontos mais polêmicos dos debates, no Congresso Nacional, para a Política Nacional de Resíduos Sólidos. “O descarte pós-consumo tem um custo para a sociedade. Nada mais justo que partilhar essa despesa com quem gera o lixo”, afirma o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP), coordenador do grupo de trabalho criado na Câmara dos Deputados para apresentar, em 30 dias, proposta sobre o assunto.
Jardim quer, também, o aprofundamento do debate tributário e fiscal sobre reciclagem, considerado, por ele, fundamental para estimular a reutilização de materiais descartados: “Não tem sentido, por exemplo, o papel reciclado custar mais caro que o papel comum”, afirmou o deputado.
O Grupo de Trabalho realizará três audiências públicas em 1, 8 e 15 de julho.

À meia luz
Depois de quatro meses sem conseguirem que a energia de seus apartamentos fosse ligada pela Light, moradores do condomínio Quartier Carioca, inaugurado, em janeiro, no Catete, na Zona Sul do Rio, resolveram, há dois meses, recorrer ao “gato Light”. Embora a empresa já tenha legalizado a situação de algumas unidades, ainda é grande o número de moradores recorrendo à solução no paralelo. O caso resultou até no surgimento de uma comunidade no Orkut, que já conta com 368 inscritos.

Nota zero
Em mais uma demonstração de que o desprezo à educação no país tem um dos seus principais corolários no crescimento da marginalidade, sexta-feira, dia da missa de 7º dia das vítimas da barbárie no Morro da Providência promovida por militares degenerados, traficantes mandaram as escolas dos bairros da Saúde da Gamboa e do Santo Cristo fecharem as portas em sinal de luto. Todo o comércio funcionou normalmente. Será que a gazeta compulsória vai ser repetir na missa de um mês?

Marcos de Oliveira e Sérgio Souto

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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