“Tô” nem aí

Faltando um mês para terminar o prazo para os proprietários de celulares pré-pagos se cadastrarem, as empresas do setor pouco se esforçam para ajudar ou informar sobre o assunto. Nas páginas da TIM e da Vivo na Internet, depois de pequeno esforço, o cliente encontra um formulário para ser preenchido on line. Na Oi e na Claro, talvez só Sherlock Holmes consiga achar uma informação a respeito. Quem quer informação precisa deve recorrer à Anatel (www.anatel.gov.br). A partir de 18 de janeiro quem não se cadastrar terá o telefone bloqueado e será multado em R$ 50. Até o dia 10 de dezembro 17% dos usuários não haviam procurado as operadoras.

Pulverizado
As barreiras a produtos e serviços impostas pelos Estados Unidos não se restringem ao campo federal. No setor de serviços, as restrições aos estrangeiros se estabelecem em nível estadual. Como lá os estados gozam de enorme liberdade, já dá para antever o que vai ocorrer se a Alca sair, mesmo que o governo Bush faça algumas concessões. Atualmente 60% das exportações brasileiras para os EUA sofrem restrições, informa o embaixador do Brasil em Washington, Rubens Barbosa, que faz nesta sexta-feira palestra sobre o tema em São Paulo. Inscrições – gratuitas – pelo telefone (11) 3120-3030 ou [email protected]

Vôo abatido
A Secretaria Nacional Antidrogas leiloa hoje oito aeronaves apreendidas de traficantes. A venda será no Pátio do Leiloeiro Oficial Sodré Santoro (Marginal Dutra, KM 224,6 – Vila Augusta – Guarulhos/SP), às 9h30.

Ser ou não ser
Para quem leva a sério as análises do doutor mercado, esta coluna reproduz dois trechos de uma mesma matéria que circulou num “jornalão”, terça-feira: 1) “A prisão de Saddam Hussein e a confirmação do acordo com o FMI repercutiram financeiramente no mercado financeiro do Brasil.” 2) “Em Nova York, a prisão de Saddam não bastou para sustentar a euforia de Wall Street.”
A conclusão, esquizofrênica, é de que o mercado brasileiro vibrou mais com a prisão de Saddam do que o mercado norte-americano. Outra hipótese, mais aceitável, é que jornalistas de economia precisam se ater mais às informações do que aos dogmas.

Maldade
Segundo o Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), as políticas públicas de assistência ao deficientes físicos e de assistência à criança e ao adolescente sofreram cortes de até 60% em relação aos orçamentos anteriores do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS), vinculado ao Ministério da Assistência Social. Os serviços de proteção socioassistencial aos deficientes chegaram a ter cortes de 35% na proposta do Ploa 2004. O programa de construção, ampliação e modernização de centros de atendimento à pessoa portadora de deficiência teve um corte de 92%. “Isto demonstra, entre outras coisas, que o governo Lula, ao eleger como prioridade a meta de superávit de 4,25% do PIB para o setor público, na tentativa de reduzir e estabilizar a relação dívida líquida/PIB, compromete os investimentos em áreas chaves da assistência social”, diz o Inesc.

Colônia
Sessenta e três por cento da população do Espírito Santo é descendente de italianos, o que torna o estado uma das maiores colônias italianas do país. O Vice-Consulado Italiano do vizinho do Rio de Janeiro será reinaugurado nesta sexta-feira. O vice-cônsul honorário Franco Gaggiato estará à frente da representação, que fica na Rua Padre Antônio Ribeiro Pinto, 195 sala 509 – Praia do Suá – Vitória / ES, telefone: (27) 3324-5631.

Dor sem vexame
Como registro para historiadores e sociólogos que pesquisem o Brasil do início do século XXI, esta coluna reproduz as palavras do ministro Humberto Gomes de Barros, do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), que assegurou às empresas de energia o direito de cortar o fornecimento do seu produto aos clientes inadimplentes sem necessidade de decisão judicial: “O corte (de energia) é doloroso, mas não acarreta vexame.”

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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