Tudo que sobe, cai. Kodak perdeu mais de 75%

SEC investiga circunstâncias de propalado empréstimo do governo para empresa produzir fármacos.

Acredite se Puder / 19:10 - 4 de ago de 2020

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As ações da Eastman Kodak recuaram mais de 75% desde o máximo registrado na semana passada, depois de a cotação em bolsa da empresa ter disparado mais de 200% em dois dias consecutivos, com os investidores a aplaudirem o financiamento obtido por parte do Governo Federal, no valor de 765 milhões de dólares, para ajudar a produzir ingredientes farmacêuticos. Nesta semana, a cotação de tais títulos baixou 24%, contabilizando o terceiro dia de quedas. O motivo: a empresa anunciou os planos para a emissão de quase 30 milhões de ações em obrigações convertíveis no valor total de 95 milhões de dólares.

Além disso, o grande problema: a Securities and Exchange Commission investiga as circunstâncias do anúncio da Eastman Kodak Co. do empréstimo do governo para produzir produtos farmacêuticos em suas fábricas nos EUA. As notícias do empréstimo na semana passada fizeram com que as ações da Kodak subissem até US$ 60, antes de cair para cerca de US$ 15 na segunda-feira devido a uma diluição nas ações. Em meio à maior volatilidade, o volume de negócios aumentou. O aumento de preço produziu brevemente um lucro inesperado para os executivos da empresa que possuíam opções de ações.

 

Parecia ser um indicador importante

O badalado e muito acompanhado índice MSCI LatAm se confirmar as previsões do Bank of America e incluir as ações da Via Varejo, dará demonstração de total falta de critérios. Como pode classificar como importante uma empresa que, em menos de um ano, responde a dois processos na Comissão de Valores Mobiliários. Essa decisão é consequência dos analistas brasileiros que a transformaram na nova Magazine Luísa? Bom, no relatório do banco consta que: “nossa opinião é que a Via Varejo tem a possibilidade de ser adicionada, dependendo do dia em que o MSCI usar como data de corte de preço, ou seja, qualquer um dos últimos 10 dias úteis de julho. E esclarece que a próxima revisão será anunciada em 12 de agosto e começa a vigorar em 1º de setembro.

O banco norte-americano admite que, caso a entrada não aconteça agora, a Via Varejo pode entrar na revisão de novembro, já que os requisitos para as revisões semestrais (maio e novembro) são menores do que os de revisões trimestrais (fevereiro e agosto). E se a varejista for incluída, a BR Malls poderá ser excluída. O Bank of America avalia que, além da administradora de shoppings center, as açõed do IRB, da Multiplan e da Cielo são candidatos potenciais para futuras exclusões.

 

Analistas veem o IRB sob nova ótica

A Bradesco Seguros e a Itaú Seguros realizaram aporte de aproximadamente, R$ 600 milhões, no âmbito de aumento do capital IRB Brasil RE através de uma subscrição privada. O aporte de recursos, apesar de já esperado devido a anúncios anteriores, segundo os analistas da XP Invsimentos, pode ser bem percebido por investidores, uma vez que reforça a presença dos bancos na resseguradora.

 

CME paga multa de US$ 4 milhões

A operadora de Bolsas de futuros CME Group Inc. concordou em pagar uma multa de US$ 4 milhões para a SEC e terminar processo de longa data por acusações que ex-funcionários da bolsa vazaram informações comerciais confidenciais. A Commodity Futures Trading Commission apresentou o caso em 2013 contra uma unidade da CME, a New York Mercantile Exchange e dois ex-funcionários da unidade, conhecida como Nymex. A CFTC acusou os ex-funcionários de divulgar informações privadas sobre as atividades dos clientes a um corretor de commodities em troca.

 

Próxima resistência do ouro é US$ 2,3 mil

Nesta terça-feira, a cotação da onça do ouro ultrapassou pela primeira vez na sua história os US$ 2 mil. Para os economistas do Commerzbank, essa barreira não significa um número redondo de recorde, mas sim uma barreira psicológica relevante.

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