Turismo: Brasil e Arábia Saudita discutem parceria

Nível de satisfação de turistas com o Rio de Janeiro recebe nota 9,3, diz pesquisa do IFec-RJ

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Passageiros em aeroporto (foto: Fernando Frazão, ABr)
Passageiros em aeroporto (foto: Fernando Frazão, ABr)

Os ministros do Turismo do Brasil, Celso Sabino, e da Arábia Saudita, Ahmed Al-Khateeb, discutiram a realização de uma parceria para a promoção conjunta dos destinos sauditas no Brasil e brasileiros na Arábia Saudita em um encontro realizado em Samarcanda, no Uzbequistão. De acordo com informações divulgadas pelo Ministério do Turismo na quinta-feira, o encontro ocorreu durante a 25ª Assembleia Geral da Organização Mundial do Turismo, realizada na mesma cidade.

No encontro, os dois ministros discutiram a ampliação do número de turistas dos dois países por meio de uma ação de promoção conjunta. Segundo dados do Ministério do Turismo, 1.378 sauditas viajaram ao Brasil em 2019 e 3.705 brasileiros entraram na Arábia Saudita no mesmo período. A ideia da promoção conjunta é apresentar a Arábia Saudita aos brasileiros e o Brasil à Arábia Saudita. No encontro, Sabino e Al-Khateeb trataram também de oportunidades de investimento no setor no Brasil e de voos diretos entre os dois países.

 Turismo. Aeroporto internacional de guarulhos SP. Imagem de Fernando Stankuns
Turismo. Aeroporto internacional de guarulhos SP. Imagem de Fernando Stankuns

“Mesmo com os números pré-pandemia, estamos muito aquém da grandeza desses dois destinos. Precisamos trabalhar para, em um primeiro momento, equilibrar essa balança e posteriormente avançarmos nesses números. Acredito que nossa parceria trará grandes resultados”, afirmou Sabino, segundo o comunicado.

Já o Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (Ifec-RJ), ligado à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro, fez uma sondagem com 855 viajantes nacionais e internacionais no Pão de Açúcar e Corcovado, entre os dias 16 e 22 de agosto, com o objetivo de entender a motivação do turista em escolher o Rio de Janeiro como destino e avaliar seu nível de satisfação e o impacto econômico.

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Dos turistas que visitam o Rio, 66,8% são brasileiros. Desses, 28,9% são paulistas, seguidos de mineiros (8,6%), gaúchos (7%), catarinenses (6,7%) e paranaenses (6,1%). Já 33,2% dos turistas que visitam o Rio são estrangeiros. Os chilenos lideram com 13,7%, acompanhados dos franceses (13%), dos estadunidenses (12%), dos argentinos (10,6%) e dos britânicos e mexicanos (ambos com 4,9%). A pesquisa mostra que o nível de satisfação dos entrevistados ficou com nota 9,3.

Lazer e férias são as principais motivações de 86,2% dos entrevistados para escolher o Rio como destino, enquanto 5,4% vêm para a cidade a negócios ou trabalho. A pesquisa mostra também que 55,4% visitaram o Rio de Janeiro pela primeira vez, contra 44,6% que já estiveram na cidade anteriormente.

Ainda segundo o levantamento, 98,5% dos entrevistados disseram que pernoitaram ou pretendem pernoitar na cidade, numa média de seis dias. O tempo de pernoite de 26,9% dos estrangeiros e de 12,6% dos brasileiros no estado é de mais de sete dias. Os turistas informaram que ficam em hotéis (65,8%), imóvel/quarto alugado via plataformas digitais (17,5%) e imóvel de conhecidos e/ou de familiares (12,6%).

Perguntados se visitaram ou pretendem visitar outras cidades, 34,4% disseram que sim. Búzios é a preferida de 41,5% desses turistas. Arraial do Cabo vem em segundo na preferência, com 33,7%, e Angra dos Reis, em terceiro, com 31,6%. O lazer e férias também são os principais motivos de 93,9% dos entrevistados para viagens a essas cidades.

Para 93,9%, o estado do Rio tem atrações suficientes. Os pontos turísticos mais visitados são o Pão de Açúcar, o Cristo Redentor, o Museu do Amanhã, o AquaRio, a Praia de Copacabana, a Escadaria Selarón e o Maracanã.

Em relação à segurança pública, 41,9% dos entrevistados tinham a expectativa do Rio de Janeiro não ser seguro. Em contrapartida, na pesquisa de satisfação observou-se que 66,5% disseram estar satisfeito ou muito satisfeito com a segurança no estado. O impacto no PIB é de R$ 6 bilhões, com uma geração de cem mil empregos, diz a pesquisa.

Os gastos médios dos turistas domésticos são de R$ 797 com hospedagem, R$ 560 com bares e restaurantes e R$ 326 com entretenimento e lazer. Já os estrangeiros gastam em média R$ 1.537 com hospedagem, R$ 859 com bares e restaurantes e R$ 743 com entretenimento e lazer.

Com informações da Agência de Notícias Brasil-Árabe

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