Turismo do Brasil em queda, diz Fórum Mundial

Até o pessoal da turma do Guedes reconhece que país regrediu, e foi antes da Covid.

A crise trazida pela pandemia acertou em cheio o setor de turismo. Na América Latina e Caribe, o Conselho Mundial de Viagens e Turismo estima que a indústria é responsável por 10,2% do PIB. Em abril, o Conselho estimou que a região poderia perder US$ 110,2 bilhões em viagem e turismo (T&T) devido à crise, o que representa uma queda de mais de 30% no PIB de T&T, comparado a 2019.

No ano passado, antes da Covid-19, de 21 países da América Latina e Caribe cobertos em relatório do Fórum Econômico Mundial, 12 aumentaram a competitividade em viagem e turismo (T&T) desde 2017. O México continua sendo o líder na região e passou a figurar entre os 20 primeiros colocados globalmente pela primeira vez desde o início do relatório. O país melhorou 3 posições no mundo desde o ranking de 2017.

O Brasil, segundo na região, foi na contramão: caiu 5 posições globalmente, para a 32ª posição. Vale ressaltar que o discurso do Governo Bolsonaro é o de retomar a “credibilidade” do país. E vem um ranking do Fórum Econômico Mundial, modelo para Guedes e cia., mostrar que o resultado foi exatamente o contrário.

Não dá para culpa apenas o inglês de cursinho online do presidente da Embratur. O conjunto de atitudes do governo, que vão do meio ambiente às relações externas, têm o papel central. A inoperância e amadorismo, também. Além disso, o aumento da pobreza causado pela política econômica fundamentalista afasta viajantes. Conforme comprovado em inglês, dito pelos ídolos do financismo.

Com o negacionismo da Covid-19, a tendência é piorar. De acordo com Christoph Wolff, diretor de mobilidade do Fórum Econômico Mundial, a Europa e outros países com recursos de saúde mais abundantes são mais propensos a conter e gerenciar casos de coronavírus do que outros países com recursos de saúde menos desenvolvidos, o que pode acelerar a reabertura segura de seu setor turístico. Atualmente, os números de leitos em hospitais da América Latina e Caribe são especialmente baixos, com 42% menos leitos em comparação com a média global, o que tem dificultado muito a capacidade de reabertura da região, na avaliação de Wolff. Além disso, as partes envolvidas devem reconhecer a necessidade de considerar a sustentabilidade ambiental e socioeconômica em suas tomadas de decisão.

 

Economia popular

Nesta quinta, às 10h será lançado o Plano de Recuperação da Economia Popular, em audiência pública na Câmara de Belo Horizonte. A proposta, elaborada por diversas entidades, instituições, movimentos sociais e parlamentares, traz diagnóstico do setor e propõe políticas de curto, médio e longo prazos.

Desde abril, ao menos 60 milhões de brasileiros recorreram ao auxílio emergencial para manter-se e manter suas famílias. Apenas esse número seria suficiente para dar a medida da situação dramática e emergencial em que vive mais de ¼ da população em todo país.

São propostas medidas de inclusão produtiva para minimizar os efeitos da crise econômica e sanitária que põe em risco a vida de milhares de pessoas. O Plano e a lista inicial das entidades que o subscrevem pode ser acessado na plataforma economiapopular.com.br. O lançamento na Câmara de BH será transmitido em cmbh.mg.gov.br/assunto/assista-online

 

Deus ex-machina

A oposição a Bolsonaro parece esperar um acontecimento improvável e inesperado que vá tirá-lo do poder. O último da série é a ameaça de punição pelo Tribunal Penal Internacional. Mais útil e realista seria entrar firme no debate econômico pós-pandemia.

 

Rápidas

Até 31 de julho, a Escola de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) promove uma série de cursos de curta duração com foco no aperfeiçoamento dos profissionais do mercado. Informações aqui *** Na reabertura do comércio, o DarkCoffee inaugura ponto no Centro do Rio de Janeiro, com destaque para a cafés preparados em diferentes métodos *** No mês do Mandela Day, que é comemorado em 18 de julho, a Aspen Pharma, filial brasileira da farmacêutica sul-africana, doou materiais e equipamentos de costura para capacitação e independência financeira de mulheres refugiadas através da empresa de impacto social Mulheres do Sul Global, localizada no Rio de Janeiro *** O Caxias Shopping recebeu pela sexta vez o Prêmio Consumidor Moderno, que reconhece as empresas que são referência no relacionamento com clientes.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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