Turismo mundial pode perder até US$ 3,3 trilhões

A cada US$ 1 a menos em receita, renda de um país pode diminuir US$ 3.

Internacional / 21:01 - 1 de jul de 2020

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

O setor de turismo do mundo pode perder entre US$ 1,2 trilhão a US$ 3,3 trilhões devido à pandemia, calcula a Unctad, agência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, em relatório publicado nesta quarta-feira.

A dimensão das perdas depende do cenário mais otimista ou pessimista. No primeiro caso, com uma paralisação por quatro meses, o prejuízo equivaleria a 1,5% do produto interno bruto (PIB) mundial; no segundo, com um intervalo de 12 meses, seria 4,2% do PIB.

Em um cenário intermediário, as perdas somariam US$ 2,2 trilhões, ou 2,8% do PIB global, se a quebra no turismo internacional durar oito meses, em linha com o declínio projetado pela Organização Mundial de Turismo da ONU (OMT).

A Unctad estima que, para cada US$ 1 milhão perdido na receita de turismo internacional, a renda nacional de um país possa cair de US$ 2 milhões a US$ 3 milhões. O turismo é a espinha dorsal das economias de muitos países e a salvação para milhões de pessoas em todo o mundo, tendo mais do que triplicado em valor nos últimos 20 anos, segundo a OMT, e representa mais da metade da renda nacional de muitos países.

Esses números são um lembrete claro de algo que muitas vezes esquecemos: a importância econômica do setor e seu papel como salva-vidas para milhões de pessoas em todo o mundo”, disse a diretora de comércio internacional da Unctad, Pamela Coke-Hamilton.

Os países em desenvolvimento podem sofrer as maiores perdas do PIB. A Jamaica e a Tailândia se destacam, perdendo 11% e 9% do PIB, respectivamente, no cenário mais otimista. Outros pontos críticos do turismo, como Quênia, Egito e Malásia, podem perder mais de 3% de seu PIB.

A queda nas chegadas de turistas também deixou um número crescente de trabalhadores qualificados e não qualificados desempregados ou com menos renda. As estimativas da Unctad mostram que, nos países mais afetados, como Tailândia, Jamaica e Croácia, o emprego de trabalhadores não qualificados pode cair a uma taxa de dois dígitos, mesmo no cenário mais moderado.

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor