Turismo: seis em 10 agências esperam crescer faturamento até fim do ano

Expectativa do segmento também é de aumento de contratações até dezembro de 2021.

O aumento da imunização da população brasileira tem alimentado boas expectativas nos donos de agências de turismo. De acordo com a segunda Pesquisa “Os Desafios das Agências de Turismo”, realizada pelo Sebrae em parceria com a Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav), 60% dos empreendedores vislumbram um aumento de faturamento até dezembro de 2021, contra 14% que acreditam que existirá uma queda. Esse otimismo pode ser explicado pelo fato dessa ter sido uma das atividades do turismo que menos sofreu os impactos da pandemia. Quando analisado o segmento como um todo, 91% das empresas ligadas ao segmento declaram ter tido perda de faturamento, já quando se observa apenas o universo das agências, essa proporção cai para 56%.

Dentro do universo da pesquisa, os resultados do recorte referente às associadas da Abav – cerca de 2,2 mil em todo o Brasil, entre agências de viagens, operadoras de turismo e consolidadoras – revelaram que o emprego de profissionais qualificados e maior preparo dos empresários na gestão dos negócios fazem a diferença na travessia da crise.

Apesar das boas perspectivas, os empreendedores ainda enfrentam dificuldades para manter a empresa. Entre os principais desafios estão o aumento das vendas, a organização das finanças, as incertezas em relação a abertura das fronteiras internacionais e saber como será o perfil do consumidor pós-pandemia. Eles acreditam que medidas governamentais como a redução das taxas e impostos em conjunto com a extensão das linhas de crédito são as medidas mais impactantes.

A pesquisa foi realizada entre junho e julho de 2021 com uma amostra de 827 respondentes que compõem o universo de 192 mil pequenos negócios, entre eles: agências de turismo, operadores turísticos, serviços de reservas e outros serviços de turismo não especificados anteriormente, transporte rodoviário coletivo de passageiros fretamento, transporte rodoviário coletivo de passageiros, transporte aquaviário para passageiros turísticos e atividade de agenciamento marítimo, das 27 unidades federativas.

Apesar do grande crescimento do varejo eletrônico ao longo dos últimos anos, alguns setores estiveram em queda por muitos períodos durante a pandemia. Um exemplo é o setor de turismo, impactado pela diminuição das vendas, viagens canceladas ou adiadas sem uma previsão definitiva. Contudo, no Relatório Setores do E-commerce no Brasil deste mês, é possível notar importantes sinais da retomada do setor, sendo o principal responsável pelo aumento de acessos no mês.

O setor cresceu sozinho 18,61%, impulsionando toda a indústria de e-commerce e trazendo perspectivas um pouco mais precisas da movimentação econômica e de interesse da população em retornar os hábitos de viagens, por exemplo. O player líder da categoria é o Booking.com, seguido do Hurb e 123 Milhas.

Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostram que o setor de turismo sofreu uma queda de 36,6% em 2020, mas a perspectiva de recuperação é positiva para os próximos meses de 2021 e em 2022 também.

O crescimento do turismo já no primeiro mês do segundo semestre de 2021 mostra que, com o avanço no ritmo da imunização e, consequentemente, a diminuição dos casos de Covid-19 no país, os hábitos de viagens dos brasileiros tendem a voltar como antes ou até mais impulsionado. De acordo com pesquisa realizada em âmbito nacional e disponibilizada no relatório da Conversion, após a pandemia/e ou vacinação, 91% dos entrevistados pretendem fazer alguma viagem a turismo, reforçando a expectativa para o setor. O estudo destacou também que 42% dos brasileiros pretendem viajar de avião após tomarem a segunda dose da vacina ou completar a imunização. Ainda, 31% dos entrevistados afirmam que irão viajar mais do que antes da pandemia, quando for possível.

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