Twitter: Bolsonaro teve só 4% de menções positivas e 66% de negativas

Pesquisa da Modalmais/AP Exata mostra que a semana foi de desgaste para o presidente da República. Nos posts que mencionam o termo Bolsonaro, no Twitter, uma média de 4% foram menções positivas e 66% foram negativas. O governo não conseguiu impor uma narrativa que ajudasse a recuperar a imagem, que segue desgastada.

A narrativa do impeachment se consolidou, com fortes ações de rede, pressionando os deputados a se posicionarem a favor da saída do presidente da República. Movimentos de direita não alinhados com o governo, além da oposição à esquerda, se movimentaram para fortalecer a ideia de impeachment. Cidadãos comuns passaram a comentar  possibilidade, acirrando a polarização política entre bolsonaristas e oposição, fazendo com que o tema pautasse as conversações.

As principais hashtags encontradas em posts que mencionaram o presidente da República ao longo da semana citaram o impeachment, numa proporção de 58% a favor e 42% contra. Os destaques foram #ForaBolsonaro e #QueremosBolsonaroAte2026.

A avaliação negativa do governo se mantém em destaque, com uma média de 37,2% na classificação ruim/péssimo e de 34,8% de bom/ótimo. Houve uma leve melhora ao longo da semana, mas ainda não podemos classificar como tendência, diante dos dados negativos que se apresentam.

A pesquisa, orientada por dados (média móvel de 5 dias entre 18 e 22 de janeiro) apontou que o movimento de parte dos caminhoneiros tem ganhado aresideológicos, de oposição ao governo. A categoria está dividida. O Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) reiterou a intenção da paralização no dia 1º de fevereiro, mas a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) se posicionou contra. O governo tem atuado para evitar desgastes com a categoria. Em grupos de Whatsapp circula a informação de haverá uma redução de 16% na importação de pneus para caminhões de carga. Já a imprensa noticiou que caminhoneiros poderão ser privilegiados na fila da vacinação. No entanto, diante do crescimento do movimento pró-impeachment, é possível que parte dos caminhoneiros paralisem as atividades. No entanto, o movimento até o momento não se mostra forte ao ponto de parar o país. A categoria está dividida, mas movimento pró-impeachment pode mudar o cenário.

A oposição tem buscado argumentos para defender a volta do auxílio emergencial, mas o governo segue afirmando que não há condições de manter o benefício. A pressão dos partidos opositores vem alinhada com o discurso de que o governo falhou na condução da crise da pandemia. É um movimento que visa a criar a ideia de que o governo não tem um plano adequado de vacinação e que tem cometido crimes de responsabilidade.

Por enquanto, o movimento pela volta do auxílio está restrito às esferas político-partidárias, sem grande destaque nos temas suscitados nas redes.

A disputa em torno dos holofotes por conta da vacina contra a Covid levou a um acirramento da disputa por espaços políticos entre bolsonaristas e o governador de São Paulo, João Dória. Também fez surgir uma crise de imagem em torno da política internacional do governo, que precisou atenuar as críticas à China e ainda teve que atuar de forma mais veemente para garantir que um lote de doses da vacina de Oxford fosse enviado pela Índia. Esses movimentos enfraqueceram os ministros da Saúde, Eduardo Pazuello, e das Relações Internacionais, Ernesto Araújo. Araújo conta com defesas da militância governista mais identificada com ideologias legitimadas pelo ministro. Já Pazuello segue sem defesas, exposto acríticas constante. Ambos terminam a semana em baixa.

A polaridade de sentimentos no presidente da República chegou a um mínimo de 28% de menções positivas, no sábado (16). Houve recuperação, mas os índices seguem muito negativos.

Nos últimos cinco dias, a confiança, que foi um sentimento predominante durante os dois primeiros anos do Governo Bolsonaro, segue em baixa. Os sentimentos mais presentes em posts que mencionam o presidente da República são o medo e a tristeza.

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