À direita da direita

A declaração do presidente da França, Jacques Chirac, de apoio à nacionalização dos hidrocarbonetos na Bolívia, que, segundo ele, “devolveu a honra a um povo machucado”, mais uma vez coloca Chirac em oposição aos seguidores do presidente Bush. Conservador assumido, Chirac mostrou compreender o direito de os governos – inclusive dos países não-desenvolvidos – defenderem os interesses nacionais e estar à esquerda dos bushistas tupiniquins. Estes, sem o apoio do presidente francês, viram-se obrigados a desmobilizar as tropas acantonadas em algumas das maiores redações do país, prontas para assaltar a nação de Evo Morales.

Modelo
A Air France foi condenada a indenizar, por danos morais e materiais, em R$ 30 mil, dois passageiros que, em agosto de 2003, não puderam participar do mundial de aeromodelismo, em Deblin, Polônia, porque seu equipamento chegou destruído. A causa, julgada pelo juiz da 33ª Vara Civel do Rio, foi ganha pelo escritório Stüssi Neves Advogados.

Tango&marcha rancho
Enquanto, no Brasil, o presidente Lula passou a mesma efeméride explicando que o mensalão não passou de alucinação coletiva que não o alcançou, na Argentina, o presidente Néstor Kirchner comemorou o aniversário de três anos do seu governo com uma manifestação que reuniu 350 mil pessoas na Praça de Maio, em Buenos Aires. Um pequeno detalhe talvez explique a diferença das comemorações. Enquanto o Brasil lulista patina num crescimento de 2% ao ano, a Argentina de Kirchner marcha, em média, a 9% ao ano.

Fome Zero
A Petrobras lançou o edital 2006 do Programa Petrobras Fome Zero. Lançado em 2003, o programa atingiu investimentos de cerca de R$ 190 milhões até agosto do ano passado, quando completou dois anos. Segundo o gerente de Responsabilidade Social da Petrobras, Luís Fernando Nery, atualmente estão sendo executados 775 projetos relacionados, de algum modo, a três linhas de atuação: geração de trabalho e renda, de educação e capacitação profissional e das garantias da criança e do adolescente. Ele estima que o programa deve chegar ao final do ano cumprindo a meta de investimento, da ordem de R$ 303 milhões.

Rally
A espetacular subida da Bovespa, que sucedeu à fantástica queda da véspera, confirma advertência feita por esta coluna, terça-feira: até a próxima reunião do Federal Reserve (Fed), nos dias 28 e 29 de junho, o mercado financeiro viverá fortes movimentos especulativos. Até lá, tudo e qualquer coisa servirá de álibi para justificar bruscas oscilações dos mercados e, claro, garantir gordos lucros globos para os mais espertos.

Sem fundamento
A decisão da equipe econômica de antecipar a recompra – e, ainda, pagando ágio –  de títulos públicos com vencimento de longo prazo desmonta o mantra entoado pelo governo e pelo mercado financeiro de que a mudança do perfil da dívida pública era decorrência dos bons fundamentos da economia. Restrita aos momentos de bonança do maior crescimento da economia mundial dos últimos anos, a colocação de papéis de longo prazo não resistiu a menos de uma semana de especulação no mercado financeiro. Ou seja, o país tem fundamentos sólidos, mas que derretem a uma chuva mais forte.

Sol
Começa nesta sexta-feira e termina domingo a 1ª Conferência Eleitoral Nacional do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), no Teatro Dulcina, em Brasília. Em debate as possibilidades do partido nas eleições. No encerramento da conferência será lançada a pré-candidatura de Heloísa Helena à Presidência da República.

Dá-me duas
Discursando em nome dos agraciados com a medalha Mérito Industrial, quarta-feira, na Firjan, em comemoração do Dia da Indústria, o presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, provocou risos na platéia ao lembrar um caso de Leon Feffer, pai de David Feffer, também homenageado pela federação das indústrias fluminenses: “Fui a uma loja comprar um terno e encontrei Leon criticando o preço de uma camiseta, que devia custar uns R$ 30. A vendedora foi ao gerente, que deu um desconto de 50%, mas Leon disse que ainda estava caro. Diante disso, o gerente mandou dar de graça a camiseta, mas Leon completou: “Por favor, embrulhe para presente””.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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