É isso aí!

Cerca de 100 ex-empregados da Coca Cola no Estado de Mérida, na Venezuela, ocupam desde sexta-feira as instalações do depósito de Ejido para exigir que a empresa pague seus direitos sociais. Segundo os manifestantes, que se declaram em “hora zero” até terem suas reivindicações atendidas, a Coca-Cola Mérida obrigava a maioria dos empregados a se registrar como trabalhadores independentes, para fugir de qualquer vínculo trabalhista.
A situação só teria mudado após alterações na legislação trabalhista e intensas negociações no Tribunal Supremo de Justiça (TSJ). Os trabalhadores exigem que a decisão do TSJ, que beneficiou cerca de 200 funcionários, seja estendida a todos 11,3 mil empregados da empresa na Venezuela.

Anti-republicano
A par dos pequenos escândalos, o estouro da crise dos cartões corporativos expõe dois grandes problemas não resolvidos no Brasil. O primeiro, a mistura entre os interesses públicos e privados, com a ausência de espírito republicanos removendo ou embaralhando as fronteiras entre esses dois campos, que tem no pagamento de despesas pessoais de uma ministra num free shopping sua face mais emblemática.
Paralelamente, a cobertura provinciana e em tom de um lacerdismo tardio de parte da mídia tupiniquim revela a forma mesquinha como o Estado nacional tem sido tratado no Brasil. Para completar esse achatamento do debate político, marchamos para uma CPI “não mexe com os meus que eu não mexo os seus”, que marca a cumplicidade ética do condomínio PT/PSDB.

Prêmio
Os leitores que inscreverem matérias sobre preservação ambiental na América Latina no “Prêmio Reportagem Social Latino-americano em Jornais e Revistas” concorrem a R$ 2 mil e ao troféu Simon Bolívar, patrono da Associação Latino-americana de Agências de Publicidade (Alap). O jornalista responsável pela matéria premiada recebe R$ 3 mil e o troféu Hipólito José da Costa, patrono da imprensa brasileira. O prêmio integra a programação do o 5º Fórum Mundial de Comunicação Social (www.forumcomunicacao.com.br) e foi criado para valorizar a imprensa escrita. As inscrições podem ser feitas até 10 de março pelo e-mail [email protected]

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A partir de fevereiro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) admite todos os processos pela Internet, o que permitirá “grande eficiência”, segundo o advogado Luís Justiniano, do Escritório Manesco, Ramires, Peres, Azevedo Marques Advocacia. Desde abril de 2007, o STJ aceita encaminhamento de petições em alguns processos na forma eletrônica. O advogado adverte que isso não aumentará a velocidade das decisões, já que a lentidão tem como causa o volume desproporcional de ações em contraste com o volume insuficiente de juízes. Mesmo assim, e apesar do aumento de 25% no número de processos em 2007, em comparação a 2006, o STJ julgou mais processos do que recebeu.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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