UE dá OK a acordo com o Mercosul após adotar salvaguardas agrícolas

Mesmo assim, houve rejeição por parte da França e da Hungria

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Bandeiras da União Europeia com a frase 'Unidos pelo Futuro' ao fundo
Bandeiras da União Europeia com a frase 'Unidos pelo Futuro' ao fundo (foto de Meng Dingbo, Xinhua)

Os 27 países-membros da União Europeia deram luz verde nesta sexta-feira à assinatura do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, em uma decisão por maioria qualificada que será formalizada nas próximas horas por meio de procedimento escrito, segundo informaram fontes europeias à Europa Press.

A aprovação dos Estados-membros, apesar da rejeição de países como a França e a Hungria, ocorreu em uma reunião de embaixadores em Bruxelas, após a aprovação formal, na mesma sessão, das salvaguardas negociadas em dezembro para reforçar a proteção do setor agroalimentar europeu.

Assim que o procedimento escrito for concluído às 17h desta sexta-feira (horário local), será oficializado o mandato que permitirá à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, acompanhada pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, assinar o acordo de associação e o tratado de livre comércio com os parceiros do Cone Sul.

Especialista vê França com imagem arranhada

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A Itália, país considerado chave na votação do Parlamento Europeu, ficou favorável ao acordo após aprovação das ultimas salvaguardas e deixou a França isolada como maior oposição ao livre comércio entre os blocos econômicos.

Com tantos adiamentos na assinatura, a negociação gerou um grande desgaste no Parlamento Europeu, o que pode dificultar futuras negociações do bloco. Para o especialista em comércio exterior, Jackson Campos, a França sai como perdedora não somente por ser contrária ao acordo, mas também por todas as intensas movimentações que fez.

“Apesar de outros países como Polônia, Hungria e Irlanda terem manifestado sua contrariedade ao acordo, os franceses devem sair com a imagem arranhada por conta das movimentações mais incisivas que fez, isolando politicamente o país dentro do Parlamento Europeu e gerando um desgaste institucional desproporcional ao seu peso histórico nas negociações comerciais do bloco”, diz.

Ainda segundo ele, “ao esticar o conflito em torno do acordo, Paris acabou transformando uma divergência setorial em um problema de governança interna, o que enfraqueceu sua capacidade de articulação junto aos demais membros. Esse imbróglio todo só piorou a situação de um continente que está estremecido.”

Com informações da Europa Press

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