UE e China fecham acordo sobre investimentos

A União Europeia (UE) e a China chegaram esta quarta-feira a um “acordo de princípio” sobre investimentos, ao fim de sete anos de negociações, durante uma videoconferência entre líderes da UE e o Presidente chinês, Xi Jinping, anunciou a Comissão Europeia (CE).

De acordo com Bruxelas, este acordo político “irá criar um melhor equilíbrio nas relações comerciais UE-China”, uma vez que “a UE tem sido tradicionalmente muito mais aberta do que a China ao investimento estrangeiro”.

Pequim “compromete-se agora a abrir-se à UE numa série de sectores-chave” e a assegurar “um tratamento justo” às empresas europeias, de modo a que estas possam competir em condições de igualdade, referiu a Comissão.

“Pela primeira vez, a China também concordou com disposições ambiciosas sobre desenvolvimento sustentável, incluindo compromissos sobre trabalho forçado e a ratificação das convenções fundamentais relevantes da Organização Internacional do Trabalho”, indica o executivo comunitário em comunicado.

O texto do acordo deverá ainda ser finalizado pelas partes e aprovado pelo Conselho (Estados-membros) e pelo Parlamento Europeu, o que só sucederá numa fase posterior, em 2021.

A “conclusão em princípio” das negociações sobre este novo acordo de investimento UE-China ocorreu durante uma videoconferência celebrada esta quarta-feira, na qual a UE esteve representada pelos presidentes da Comissão, Ursula von der Leyen, e do Conselho Europeu, Charles Michel, tendo ainda participado a chanceler alemã, Angela Merkel, e o Presidente francês, Emmanuel Macron, enquanto a China se fez representar pelo seu chefe de Estado, Xi Jinping.

Ao Financial Times, o comissário europeu do Comércio, Valdis Dombrovskis, sublinhou o facto de o acordo conter os compromissos “mais ambiciosos que a China alguma fez com um país terceiro”, no que diz respeito ao acesso ao mercado, concorrência justa e desenvolvimento sustentável.

“Esperamos que as empresas europeias tenham maior previsibilidade nas suas operações” na China, continuou o responsável, adiantando que este acordo representa uma “muito aguardada mudança das regras, porque durante um longo período as relações de comércio e o investimento com a China foram muito desequilibradas”.

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