UE e ONU condenam repressão na Colômbia

A União Europeia (UE) condenou os atos de violência na Colômbia. Segundo o porta-voz do Serviço Europeu de Ação Externa, Peter Stano, a repressão, que visa os direitos legítimos de manifestação, liberdade de reunião e expressão é condenável. Stano fez a afirmação quando milhares de manifestantes contra a reforma tributária são reprimidos com violência promovida pelo governo do presidente Iván Duque.

O porta-voz pediu o fim da escalada agressiva e transmitiu a confiança da UE nas instituições colombianas para ‘investigar e levar à prisão os responsáveis por qualquer abuso e violação dos direitos humanos’ na nação latino-americana.

Desde 2019 os protestos começaram na Colômbia, mas na quarta-feira passada milhares de cidadãos saíram às ruas como parte de uma greve nacional em rejeição à proposta do governo, retirada no último domingo pelo governo.

Iván Duque quis aumentar ou impor o Imposto de Valor Agregado sobre serviços e produtos, assim como a expansão da base tributária sobre os salários. Entretanto, os protestos continuam na Colômbia para exigir o cancelamento de outras medidas, tais como reformas de saúde e previdência, consideradas pelos manifestantes como um ‘pacote neoliberal’ em meio a um contexto de crise, de acordo com a mídia colombiana.

No dia anterior, a Organização das Nações Unidas (ONU) já havia condenado o assassinato de manifestantes pela polícia na Colômbia. O relator especial da ONU sobre o direito à liberdade de reunião e associação pacífica, Clément Voule, ficou estarrecido com o ‘uso excessivo da força contra os manifestantes’ e, consequentemente, apelou para a polícia daquele país para acabar com esta prática.

A porta-voz do órgão, Marta Hurtado, afirmou que o escritório da ONU na Colômbia “está trabalhando para verificar o número exato de vítimas e as circunstâncias desses eventos terríveis”.

Na noite desta segunda-feira, policiais da Esmad (Esquadrão Móvel Antidistúrbios da Polícia) atiraram contra cidadãos que participavam de um protesto na cidade de Cali, uma das maiores do país.

De acordo com a Human Rights International, um massacre perpetrado pela polícia ocorreu no bairro popular de Siloé, em Cali. A ONG investiga as mortes de seis pessoas, entre elas um menino de 11 anos, além de 18 feridos, incluindo uma criança de 7 anos. “Estamos profundamente alarmados pelos acontecimentos ocorridos na cidade de Cali, na Colômbia, na noite passada, quando a polícia abriu fogo contra os manifestantes que protestavam contra a reforma tributária, matando e ferindo várias pessoas”, disse a porta-voz da ONU.

O jornal El Tiempo informou que a Esmad praticou prisões arbitrárias durante os atos, disparou contra manifestantes e agrediu membros de ONGs de direitos humanos que estavam no local para fiscalizar a ação da polícia.

Ainda de acordo com o periódico, os agentes da repressão não utilizavam número e nome de identificação nos uniformes.

“Lembramos as autoridades do Estado sua responsabilidade de proteger os direitos humanos, incluindo o direito à vida, e de facilitar o direito à reunião pacífica. Os agentes encarregados de fazer cumprir a lei devem respeitar os princípios de legalidade e proporcionalidade ao acompanharem as manifestações”, disse a funcionária da ONU.

Da Redação com informações da Prensa Latina

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