UE pretende entregar primeiros fundos de recuperação até meio do ano

A União Europeia pretende entregar os primeiros subsídios e empréstimos antes do verão deste ano para resgatar as economias de seus Estados-membros duramente atingidos pela pandemia de Covid-19, disse na última sexta-feira a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen.

Comparecendo com o presidente do Parlamento europeu, David Sassoli, e o primeiro-ministro português, António Costa, em uma coletiva de imprensa conjunta que marcou o lançamento do Mecanismo de Recuperação e Resiliência, a maioria do fundo de recuperação de 750 bilhões de euros, Von der Leyen descreveu como um momento histórico.

Ela disse que é objetivo comum compartilhado pelas instituições da UE entregar os primeiros fundos até meados de 2021, agora que o Conselho da UE, presidido pela presidência rotativa de Portugal, adotou formalmente o instrumento financeiro no valor de 672,5 bilhões de euros.

O chefe-executivo da UE convidou os Estados-membros a acelerarem o processo nacional de ratificação dos recursos próprios. “No momento em que a decisão de recursos próprios for ratificada, a comissão irá ao mercado, arrecadar dinheiro e estará apto a entregar imediatamente 13% em distribuição proporcional”, disse Von der Leyen.

O Conselho da UE adotou formalmente na quinta-feira o regulamento que estabelece o Mecanismo de Recuperação e Resiliência, que ajudará os Estados-membros a enfrentarem as consequências econômicas da pandemia por meio de investimentos públicos e reformas.

A adoção do regulamento ocorreu um dia após o Parlamento Europeu autorizar o pacote de recuperação. O apoio estará vinculado a recomendações específicas de cada país para fortalecer a competitividade, bem como a coesão social e econômica. Pelo menos 37% da alocação de cada plano deve apoiar a transição sustentável e pelo menos 20% a transformação digital.

O lançamento da unidade de recuperação coincidiu com a publicação de uma nova pesquisa solicitada pelo Parlamento da UE, que mostrou na sexta-feira que a pandemia fortaleceu as crenças dos cidadãos do bloco de que a UE é o lugar certo para desenvolver soluções eficazes para enfrentar seus efeitos.

Quase três quartos dos entrevistados (72%) acreditam que o plano de recuperação permitirá que a economia de seu país se recupere mais rapidamente dos efeitos negativos da pandemia de coronavírus, de acordo com a pesquisa realizada entre novembro e dezembro de 2020.

 

Agência Xinhua

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