Um apelo ao novo presidente

Opinião / 14:42 - 1 de out de 2002

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Baixar os juros e promover o crescimento econômico é o que toda a sociedade clama ao novo presidente da República. As eleições gerais se aproximam e o clima no país é de crise, com o dólar em forte alta e a bolsa em queda livre. Mas a tendência, após escolhido o novo presidente, é de a crise ir embora. Será o fim das especulações. Quem vencer o pleito no próximo domingo ou no segundo turno, em 27 de outubro, terá obrigatoriamente que fazer a roda da economia voltar a girar. Para tanto, é de suma importância que se promova uma queda sustentada dos juros. É evidente que nada pode ser feito de modo irresponsável, mas não se pode "dormir no ponto". As crises externas atrapalharam muito o atual governo. Contudo, os juros brasileiros estão num patamar, eu diria, estratosférico. Cabe ao novo presidente agir com rapidez. Dizer, logo que eleito, quais serão os integrantes da nova equipe econômica e enfatizar que todos os contratos serão respeitados. Creio que, assim, já teremos um cenário bem mais apropriado para a queda dos juros. Todos os candidatos vêm prometendo criar vários milhões de empregos. Tomara que o vencedor realmente consiga. E, cá entre nós, com a potencialidade que temos, acho sinceramente possível. Mas não se engane! Nada poderá ser feito da noite para o dia. Como disse anteriormente, o passo decisivo será a queda dos juros para que o setor produtivo possa desempenhar o seu papel. À medida que o bolo da economia aumentar, haverá conseqüentemente mais empregos e o círculo virtuoso será então instaurado. Se eu quisesse discorrer sobre outros temas em que o novo governo terá que se ater, daria algumas páginas, leitor. Mas me atenho somente no campo econômico. Represento um setor importante da economia: o de financeiras. Nosso setor não quer se aproveitar da desgraça da sociedade como muitos pensam. Queremos financiar a produção e os sonhos de nossos clientes. E não mais os pesadelos. Se hoje a procura por financiamentos acontece devido a fatos desagradáveis como dívidas em atraso ou por doença é porque os juros brasileiros ainda são um dos mais altos do mundo e a renda no país continua muito mal distribuída. Creio que o governo Fernando Henrique deu início a um ciclo importante de reformas. Talvez não tenha conseguido mais avanços, devido a inúmeras crises externas. Que o próximo governo seja mais agraciado nesse aspecto. Seja Lula, que hoje lidera as pesquisas, seja Serra, seja Garotinho ou Ciro, que não pare a obra iniciada por FHC. Eu quero falar agora com você que está desacreditado. Com você que já não confia mais em nenhum político. Nesse domingo, vamos todos às urnas! Vamos escolher os nossos representantes. Não vamos escolher somente o próximo presidente. Daremos seis votos que podem mudar o nosso destino. Escolheremos o presidente da República, o governador do nosso estado, dois senadores e um deputado federal, que nos representarão no Congresso Nacional e um deputado estadual, que nos representará na nossa Assembléia Legislativa. É a única chance que temos nas mãos para mudar a cara do Brasil. Vamos às urnas com o mesmo sentimento com que íamos às ruas torcer pelo Brasil na Copa do Mundo. Vamos às urnas para elegermos pessoas realmente comprometidas com os nossos anseios. Comprometidas com o engrandecimento da nação brasileira. Não jogue fora o seu voto. Não vote em branco. Não anule. Ainda há tempo para você escolher seus candidatos. Troque idéias com seus amigos. Converse com os membros da sua comunidade. Leitor: com que direito você irá reclamar da situação econômica e social do país desperdiçando o seu voto? Dizer que todo político não presta não resolve nada. E não é verdade. Sejamos otimistas. Vamos às urnas, nesse domingo, confiantes de que o nosso voto vale ouro. Ele é o único instrumento de mudança democrática. Vamos votar sorrindo. Vamos mudar para melhor o nosso Brasil. Vamos fazer o nosso gol! José Arthur Assunção Vice-presidente da Federação Nacional das Financeiras e presidente do Sindicato das Financeiras dos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.

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