Um brinde ao bafômetro

Desde a entrada em vigor da Lei Seca, as vendas de vinhos sem álcool da Sobrietà Bebidas Especiais cresceram cerca de 70%. Produzido, há seis anos, na Serra Gaúcha, pela La Dorni, o produto originalmente era destinado a pessoas cujas religiões proíbem a ingestão de álcool e a portadores de doenças como diabetes, hipertensão e cardíacas. O fabricante garante que vinho sem álcool não é sinônimo de suco de uva: “Seu processo de produção é feito através da fermentação, diferentemente do suco, quando as uvas são cozidas e adoçadas”, explica o diretor Comercial da Sobrietà, Leandro Simões.

Outras fichas
Embora não desprovida totalmente de méritos, a campanha contra os nomeados fichas-sujas, além do seu caráter seletivo, reduz a campanha eleitoral a um concurso de moralidade de fancaria. Afinal, se ser honesto, inclusive, dentro do estrito limite estabelecido pela campanha, é questão de princípios, essa condição, por si só, é insuficiente para garantir a eleição de um bom candidato. Não somente porque existem formas de corrupção de dimensão muito mais dantesca do que a gatunagem direta do dinheiro público, como porque todo eleito tem vínculos com interesses muito bem definidos, embora raramente explicitados para o eleitorado.
Um candidato que defenda, por exemplo, interesses de concessionárias de serviços públicos, como as onipresentes empresas de ônibus, mesmo que não coloque diretamente um centavo dessas companhias no bolso, pode ser convidado, após deixar o cargo, para tomar praça no conselho de administração da companhia beneficiada por generosos aumentos de tarifas. Sem falar na indústria de palestras, modalidade de corrupção “limpa”, na qual um determinado número de eventos remunerados por valores extremamente subjetivos recompensa os serviços prestados pelo palestrante quando no governo.
Mais importante ainda é saber a serviço de quem o candidato colocará seu mandato, seja no Executivo ou no Legislativo, para que o eleitor saiba se estarão do mesmo lado do balcão. Mas essa questão parece longe do campo de interesse dos defensores da “moralidade na política”.

Leoa não ruge?
Desde que foi flagrada pela imprensa admitindo a existência de insatisfação no interior da Super Receita, a nova secretária da Receita Federal do Brasil, Lina Maria Vieira, parece ter feito voto de silêncio. A “Leoa”, que já ficara calada na própria posse, irritou os parlamentares ao faltar ao quinto compromisso público, em três semanas. Pior, atribuiu sua ausência a uma audiência da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados ao fato de ter sido convocada na última hora para uma reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. O problema é que o autor do suposto convite encontrava-se no mesmo momento no… Congresso Nacional, em reunião com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Drogas
A escritora Raquel Naveira irá realizar a palestra “Literatura e Drogas”, nesta quinta-feira, na Academia Paulista de Letras (Largo do Arouche, 312), às 18h.

Culpa do Meirelles
A orquestração que a Febraban faz junto ao governo para aumentar o teto das taxas de juros das operações de crédito consignado tem um lado justo, na opinião do vice-presidente da Associação dos Executivos de finanças (Anefac) Miguel José Ribeiro de Oliveira. Havia sido acordado que os juros do consignado seguiriam a Selic, que, desde abril, subiu 1,75 ponto percentual. Porém, afirma Oliveira, por ser uma operação de crédito de baixo risco, uma vez que tem a garantia dos salários, não seria necessário elevações destas taxas de juros que se encontram hoje com uma média de 2,06% ao mês (27,70% ao ano). O executivo calcula que, para um empréstimo de R$ 5 mil, a ser pago em 36 meses, o valor total do financiamento passaria de R$ 7.641,36, atualmente, para R$ 7.795,80, se o consignado acompanhar a variação da taxa de juros básica da economia.

Nascer do sol
Devido ao interesse pelos estudos nas áreas de impactos ambientais, energia e petróleo, a Coppe vai abrir escritório na China.

Marcos de Oliveira e Sérgio Souto

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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