Um Egito por ano

Segundo a edição de terça-feira do jornal Le Monde, as vendas da indústria de armamentos totalizaram US$ 400 bilhões em 2009. O valor equivale ao Produto Interno Bruto (PIB) do Egito, que tem 82 milhões de habitantes. Esse número não inclui, porém, as vendas da China por falta de dados precisos. Em 2009, as 100 maiores empresas do ramo aumentaram suas vendas em 8% sobre 2008. Entre elas, 45 empresas estadunidenses responderam por 61,5% do total.

Cartel da morte
O ranking é encabeçado pela Locheed Martin, com vendas de US 33,4 bilhões, seguida pela britânica BAE System.  Juntas, as duas detêm 16% das vendas mundiais de armas. Entre as 100 maiores firmas, 33 são de países europeus (Alemanha, Espanha, Finlândia, Itália, Noruega, Reino Unido, Suécia e Suíça), abocanhando 30% das vendas. Ásia e Oriente Médio (Japão, Israel, Índia,  Coréia do Sul, Cingapura, Kuwait e Turquia) detêm 7% desse mercado da morte.

Cobrança branca
A entrega dos hospitais públicos cariocas a Organizações Sociais (OS) é só uma etapa que precede o início da cobrança pelos serviços prestados, como já começa a acontecer em São Paulo, onde deputados estaduais aprovaram projeto prevendo que 25% dos serviços de alta complexidade da rede hospitalar estadual têm de ser pagos. A denúncia é do Sindsprev-RJ, que programa para esta sexta-feira ato público para exigir o cancelamento imediato da licitação, na qual a Prefeitura do Rio pretende escolher OS para administrar os principais hospitais e postos de saúde da cidade. A manifestação acontecerá a partir do meio-dia, em frente ao Centro Administrativo da Prefeitura do Rio (Piranhão).

Pesadelo
O computador é mais prejudicial ao sono do que a televisão. Pesquisa com 1.978 estudantes universitários de Minas Gerais mostra que aqueles que dizem usar o computador entre 19h e meia-noite têm pior qualidade de sono. Segundo a Agência Notisa, a pesquisa, feita por Gema Mesquisa, do Departamento de Saúde da Criança e do Adolescente da Universidade de Campinas, e Rubens Reimão, neurologista pediátrico do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, avaliou que a televisão tem menos influência no sono.
A luz emanada pela tela do computador à noite pode afetar o hormônio que controla o sono. Vendo televisão, dizem os pesquisadores, normalmente senta-se ou deita-se longe da tela e confortavelmente, enquanto que, ao usar o computador, o usuário se coloca entre 50 e 70 centímetros do monitor, interagindo “mais ativamente com o aparelho”.

Luta nas classes
Estudantes do ensino fundamental da Escola Alon, em Herzliya, em Israel, montaram um comitê para monitorar e combater a postagem no Facebook de material ofensivo a colegas. O objetivo é denunciar o bullying (intimidação) e remover as postagens ofensivas. Embora meritória, a iniciativa embute outro tipo de risco. É que seus autores recusaram a proposta de professores que, preocupados com a possibilidade de garotos de 12 anos se tornarem censores da Internet, sugeriram que a comissão fosse rotativa. A alegação para recusar a proposta foi que nem todos os estudantes seriam capazes de enfrentar os colegas e pedir-lhes para deixar de intimidar outras crianças. Espera-se que não seja necessário montar um comitê para monitorar o comitê.

Aula extra
A Justiça do Trabalho de Porto Alegre condenou um empregador que pagou faculdade para um de seus funcionários a integralizar como salário todo o valor que gastou para ajudar e incentivar a educação e a formação do empregado. “E pior: considerou as horas gastas na universidade como hora extra, determinando, inclusive, que a empresa recolhesse o FGTS com multa”, lamenta o advogado Édison Freitas de Siqueira, presidente do Instituto de Estudos dos Direitos dos Contribuintes, e  que tem feito reiteradas críticas ao que considera atraso da Justiça Trabalhista.

Ataque à livraria
A propósito de nota publicada terça-feira, intitulada “Ataque à cultura”, não será a Editora da Uerj que será fechada por decisão do reitor Ricardo Vieiralves, mas, sim, a livraria da Editora da Uerj, que será substituída por uma livraria privada..

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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