Um em cada três cigarros na região das Américas em 2025 é ilegal

Brasil continua sendo o maior mercado da região, tanto em volume quanto em impacto fiscal

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Maço de cigarros (foto Pixabay CC)
Maço de cigarros (foto Pixabay CC)

Estudo da KPMG revela a dimensão do comércio ilícito de tabaco na região das Américas (excluindo os EUA), revelando que quase um em cada três cigarros consumidos em 11 países da região vem de fontes ilegais. Os países estudados foram Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Guatemala, México e Panamá.

O estudo indica que o comércio ilícito é uma característica estrutural do mercado regional de cigarros. Em 2025, estima-se que 77 bilhões de cigarros ilícitos foram consumidos em toda a região, representando 31,9% do consumo total de cigarros. A escala do comércio ilícito destaca o crescimento de uma economia paralela não regulamentada: a região das Américas (excluindo os EUA) tem a maior taxa de consumo ilícito de cigarros no mundo, com uma incidência mais do que o dobro da média global de 15%, segundo estimativas internas da Philip Morris International, baseadas em relatórios do setor e estudos de pesquisa de terceiros. O estudo foi encomendado pela empresa.

O consumo ilícito permanece resiliente e estruturalmente elevado em toda a região, demonstrando que regulações excessivamente restritivas e aumentos abruptos e elevados de impostos podem impulsionar o comércio ilícito de produtos de tabaco.

Embora alguns governos da região tenham adotado impostos e regulamentações mais rígidas sobre produtos de tabaco, a situação atual do comércio ilícito na região mostra que a demanda por produtos mais baratos não está desaparecendo. Em vez disso, está migrando para mercados ilegais, onde os consumidores podem encontrar uma ampla variedade de produtos ilícitos.

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As implicações impactam não só o setor do tabaco, já que o relatório estima que o consumo ilícito de cigarros resultou em cerca de US$ 8,5 bilhões em receitas fiscais perdidas por governos de toda a região em 2025.

O Brasil continua sendo o maior mercado de cigarros ilícitos da região analisada, tanto em volume quanto em impacto fiscal, enquanto em países como Panamá e Equador os produtos ilícitos representam mais de 80% do consumo, ilustrando como esse tipo de comércio se expande quando fiscalização, regulação e condições de mercado deixam de estar alinhadas.

Em 2025, o Brasil respondeu por 41,8 bilhões de cigarros ilícitos, o que representa 54% do consumo ilícito total nos 11 mercados analisados. Esse montante também representa cerca de 35,6% do consumo total de cigarros dentro do país no mesmo ano.

A grande maioria dos cigarros de marca e de marca própria em 2024 e 2025 é composta por Illicit Whites. O Brasil registrou o maior volume absoluto de entradas de Illicit Whites entre os 11 mercados, com 39,7 bilhões de cigarros.

O Paraguai continua sendo, de longe, a principal fonte de cigarros ilícitos para o Brasil.

Além da importação, há relatos públicos apontando que fábricas clandestinas operando no próprio Brasil têm sido identificadas produzindo falsificações de marcas paraguaias.

A Philip Morris Products S.A. encomendou à KPMG LLP a elaboração da análise com o objetivo de fornecer evidências baseadas em dados a formuladores de políticas públicas, stakeholders e autoridades de fiscalização em 11 mercados da região das Américas, visando apoiar um debate público mais qualificado e respostas de política pública e fiscalização mais eficazes.

O relatório foi apresentado durante um evento realizado pelo Council of the Americas (COA), em Washington, no qual especialistas do governo, da academia e do setor privado debateram a dimensão do desafio e a necessidade de respostas coordenadas.

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