Uma criptomoeda 100% brasileira

Uma parceria entre as startups Stonoex e AMZ viabilizou o lançamento da criptomoeda brasileira ZCO2. É uma criptomoeda que prevê a proteção da Amazônia Legal, preservação dos povos indígenas e suporte ao empreendedorismo local, afirmam os idealizadores. A configuração da moeda foi baseada em “token de utilidade”, ou seja, sem valor mobiliário.

O CEO da Stonoex, Ricardo Azevedo, explicou à reportagem do Monitor Mercantil como é o funcionamento da moeda. Segundo ele, na criação do ZCO2, a meta foi minimizar seu impacto para o meio ambiente. Por isso, o token utiliza uma blockchain chamada PoC, que consome até 10.000% menos energia do que a PoW, e é uma das soluções encontradas para um dos principais problemas que a mineração de criptomoedas causa ao meio ambiente: o alto gasto energético.

O ZCO2 só será emitido após os projetos de crédito de carbono serem certificados pela metodologia eCarbono Social, o que vai garantir que não haja duplicação de tokens para o mesmo crédito de carbono gerado. A criação de tokens é ilimitada em capacidade, mas, ao mesmo tempo, limitada pela gestão baseada em governança e no desenvolvimento sustentável.

O objetivo das empresas é que ZCO2 movimente cerca de R$ 20 milhões, com a venda de 480 mil tokens, até o final de 2021. Segundo Azevedo, o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) não atuam no mercado de “tokens de utilidade”.

O mercado de crédito de carbono teve origem em 1997, com o Protocolo de Kyoto, como um esforço conjunto entre os governos para desacelerar o aquecimento global. Os “pais” da ZCO2 dizem que colaborar para preservação do chamado ‘pulmão do mundo’, vai muito além da emissão de créditos de carbono e do modelo de compensação ambiental criado pelo Protocolo de Kyoto.

Em que modelo foi baseado essa criptomoeda? Ela já está disponível? Desde quando?

– A opção de modelagem passou pelas limitações legais brasileiras, o que nos fez basear o projeto unicamente no que chamamos de “token de utilidade”, ou seja, sem valor mobiliário. Ela acaba e ser lançada oficialmente e está disponível na bolsa de criptoativos (Exchange) da Stonoex, cujo o site é https://stonoex.com

Qual o valor em relação ao real?

– Os tokens emitidos possuem uma garantia real em créditos de carbono já existentes e adquiridos pela nossa empresa; dessa forma, o único elemento que afeta o preço do token são os créditos de carbono no mercado nacional. Portanto, não existe sem vinculação com qualquer moeda. Já no mercado secundário o valor tende a ter maior volatilidade, uma vez que isso é definido diretamente entre as partes interessadas.

Que investidores vocês pretendem atrair?

– O grande objetivo do projeto é o de facilitar a entrada de pessoas e empresas no mercado de compensação de carbono, pois basta adquirir os tokens ZCO2 e submetê-los aos processos formais do setor. Assim, nosso interesse inicial está, além das pessoas físicas, empresas de pequeno e médio porte com interesse em ações concretas na área ambiental.

Quanto tempo demorou a concepção dessa moeda virtual?

– O projeto teve uma longa fase de preparação, pois a garantia dos créditos é real, ou seja, teve que seguir todos os trâmites de validação. Ao todo, até seu lançamento, tivemos um ciclo que durou 18 meses.

Como foi a autorização junto ao Banco Central?

– Nem BC nem CVM atuam no mercado de “tokens de utilidade” por questões de limitação de atuação, portanto não há necessidade de registros ou autorizações para este tipo de emissão. Apesar disso, nossa equipe jurídica, que possui grande expertise em questões regulatórias, mantém, desde 2017, quando começamos esta jornada, interações constantes com estes órgãos para manter sempre atualizadas nossas teses relativas ao criptomercado.

Leia também:

Três perguntas: criptomoedas – escolhas, cuidados e perspectivas

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