Para uma em três PMEs, Páscoa vai impulsionar vendas

De acordo com a Serasa Experian, número sobe de 32% para 46% quando empresa tem risco de crédito mais alto

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Loja com decoração de Páscoa (Foto: SindilojasRio/divulgacao)
Loja com decoração de Páscoa (Foto: SindilojasRio/divulgacao)

Levantamento da Serasa Experian mostra que 32% dos negócios utilizam a data em suas estratégias de vendas, seja como uma das principais alavancas do trimestre (16%) ou por meio de ações pontuais (16%). Apesar disso, 68% das empresas ainda não realizam iniciativas específicas no período, o que indica espaço para ampliação do uso estratégico da data.

Empresas com maior risco de crédito tendem a recorrer com mais frequência a datas sazonais como forma de impulsionar o caixa. 46% dos negócios com score entre 0 e 144 utilizam a Páscoa como estratégia de vendas, percentual que cai para 34% entre empresas com score de 145 a 473 e segue em patamares mais baixos nas demais faixas: 19% (474 a 671), 22% (672 a 850) e 17% entre aquelas com score acima de 851.

No recorte regional, o Nordeste concentra a maior adesão, com 45% das empresas utilizando a Páscoa, acima da média nacional. Em seguida aparecem o Norte, com 38%, e o Sudeste, com 30%, patamar semelhante ao observado no Sul (29%) e acima do Centro-Oeste (26%). Os dados mostram diferentes níveis de incorporação da data no calendário comercial entre as regiões.

O tempo de fundação das empresas também influencia o comportamento. Negócios com 11 a 20 anos apresentam uma das maiores taxas de adesão, com 35%, seguidos pelas empresas mais jovens, de um a cinco anos (34%). Já entre aquelas com seis a 10 anos, o percentual é menor (27%), enquanto empresas com 21 a 30 anos registram 30% e aquelas com mais de 30 anos, 28%. O cenário indica que o uso da data varia ao longo do ciclo de vida das empresas, sem uma tendência linear, mas com maior presença entre negócios em fases de consolidação e crescimento.

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A pesquisa entrevistou 590 PMEs da base de clientes da Serasa Experian durante o mês de março de 2026 com respondentes de todo o Brasil.

Com cacau 24% mais caro, microempreendedores veem data com margens apertadas

Às vésperas da Páscoa, a inflação projetada em 4,17% pelo Banco Central, somada à oscilação no preço de insumos, já pressiona o humor do mercado. Tradicionalmente marcado pelo aquecimento das vendas no comércio formal e informal, o período acende um alerta entre empresários, que projetam margens mais incertas para o mês de abril.

O aumento no preço do cacau, principal matéria-prima da temporada para o varejo local, soma-se às preocupações dos comerciantes. Utilizado em barras, ovos da Páscoa e variadas receitas de época, o insumo acumulou alta de 24% nos últimos 12 meses, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Para aliviar esse cenário de tensão, o tíquete médio do consumidor também cresceu em 2026. Com a balança comercial mais salgada, os brasileiros devem gastar em torno de R$ 253 na cesta de produtos, o que representa uma variação de 2,43% no comparativo com o tíquete do ano passado. E não foram apenas os gastos que aumentaram. Apesar dos preços mais altos, aumentou o número de brasileiros que devem ir às compras, segundo dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e SPC Brasil.

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