Unidade

A hipótese, levantada por líderes ruralistas, de permanecer em Brasília à espera da Marcha dos 100 mil, organizada pela oposição, leva a uma conclusão: FH conseguiu unir direita e esquerda contra seu catastrófico governo.

Pequeno fôlego
O Banco Central afrouxou – ainda que muito timidamente – o garrote dos compulsórios que os bancos são obrigados a recolher ao BC. As instituições financeiras foram autorizadas a aplicar pagando o mesmo rendimento da poupança os depósitos à vista dos clientes. Em troca da isenção da CPMF sobre essas aplicações, os bancos não recolhem compulsórios sobre a parte efetivamente aplicada, já que a movimentação sobre esses recursos continua livre de qualquer carência.

Quem?
Agora que se deu conta dos estragos na popularidade do governo causados pela política econômica, o senador Antônio Carlos Magalhães poderia esclarecer uma dúvida dos brasileiros: quem foi mesmo que apoiou e fez aprovar no Congresso todas as exigência dos “burocratas que querem seguir o FMI”?

Enforcado
Os marqueteiros do Planalto precisam avisar ao ministro da Previdência, Waldeck Ornellas, de que, embora já bastante elevados, os índices de impopularidade do governo que integra não são impossíveis de serem piorados. Ornellas consegue agregar à condição de defensor de causa infame – a tunga em aposentados e pensionistas – arrogância e manipulação de números.
Desse incontável rol, podem-se destacar duas pérolas: “A sociedade não se importa em pagar o seguro do carro, mas não quer pagar o seguro da previdência.” e “O governo tem autoridade porque paga as aposentadorias em dia.”
Noves fora a ilha da fantasia em que vive o ministro e onde todos têm carro e montadoras subsídios de quase R$ 2 bilhões, não existe um só segurado assalariado que não pague rigorosamente em dia e com desconto em folha  seu seguro da previdência. Já os caloteiros, que já produziram inadimplência superior a R$ 20 bilhões, tiveram o privilégio de ver o presidente FH defender a suspensão por três meses da restrições aos integrantes da lista do Cadin.
Quanto à segunda afirmação, somente poderia ser produzida por integrante de governo que considera favor o que não passa de obrigação, inclusive constitucional. Mas,  falar em legalidade para quem obteve o mandato de senador da forma como o conseguiu Ornellas, talvez seja como falar em corda em casa de enforcado.

Seletivo$
Por uma questão de coerência, os colunistas que insistem em classificar o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de golpista, deveriam, no mínimo, parar de tratar como estadistas ACM, Marco Maciel, Jorge Bornhausen, entre outros notórios cristãos novos da democracia.

Tremedeira
A entrevista apopléctica do líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Aécio Neves, ameaçando os participantes do ato da oposição do próximo dia 26, não deixa dúvidas: o stress do governo FH vai atingir níveis insuportáveis na próxima semana.

Inocente
Apesar dos eternos maledicentes, não é verdade que o ex-deputado Sérgio Naya tenha construído alguns dos  prédios atingidos pelo terremoto que atingiu Istambul, na Turquia. Os boatos, infundados, surgiram quando a imprensa turca acusou as construtoras de utilizarem material de qualidade inferior nos prédios e deixar de reforçar as estruturas das edificações.

Da China
Garante o ex-presidente do Banco Excel Ezequiel Nasser que a compra do Econômico não foi um bom negócio. Realmente. Excelente negócio foi a venda do banco baiano.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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