União

Ex-presidente da Associação Nacional das Empresas Financeiras (Anef), Fernando Mascarenhas vai presidir a congênere argentina, que acaba de ser criada. Mascarenhas, que ocupa a presidência do Banco DaimlerChrysler no país vizinho, vai enfrentar uma sinuca de bico: a economia enfrenta uma séria crise e os bancos ligados à área automotiva foram fortemente atingidos, com perdas de ativos que chegam a US$ 1 milhão. Mais: as montadoras não têm para quem vender seus carros e começam a debandar do país. A Associación de Financieras de Marca (Afim) reúne as oito principais empresas do setor: DaimlerChrysler Financiera, Fiat Crédito Compañía Financiera, Ford Credit, GMAC Financiera, PSA Finance Argentina, Renault Credit, Toyota Credit e Volkswagen Compañía Financiera.
No Brasil, o Banco Ford já repassou a administração de sua carteira para o Bradesco.

“Barbecue”
Um churrasco de hambúrguer, bem ao gosto norte-americano, é o que promete a Força Sindical, em protesto contra as restrições impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras de aço. A manifestação será dia 12, terça-feira, em frente ao consulado dos EUA em São Paulo. A entidade sindical promete levar trabalhadores da CSN e da Usiminas, preocupados com reflexos no número de empregos no Brasil. O protesto promete bom humor: sindicalistas estarão fantasiados de George Bush. Se estivessem mais bravos, em vez do presidente norte-americano poderiam “convocar” Bin Laden, fantasia de maior sucesso no Carnaval.

Doação
O Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef) se engajou de forma diferente na campanha contra a dengue na capital do Rio. Em contato com a Secretaria municipal de Saúde, informa o Ibef ter sido orientado a apoiar a doação de barracas a serem instaladas em praças públicas, onde voluntários esclarecerão a população sobre a doença. Assim o instituto está solicitando doações de R$ 40 para aquisição desses equipamentos – que terão a logomarca do Ibef. Parece que a opção de quem lida com finanças é contribuir de acordo com sua especialidade.

Definições
Empresas de distribuição de combustíveis que ousam romper o domínio das grandes multinacionais e recorrem à Justiça para garantir isenção de ICMS são acusadas de estarem “sonegando” e “fraudando”. Já grandes empresas, bancos inclusive, que aproveitam brechas na lei para não pagar imposto estão fazendo “planejamento fiscal”.

Só para lembrar
Comissão de Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, em 1995, apurou que a sonegação de impostos na distribuição de combustíveis atingiu cerca de R$ 3 bilhões nos cinco anos anteriores à instalação da CPI – isso somente no estado. Em todo o país devem ter ido pelo ralo, no mesmo período, R$ 20 bilhões. “O ilícito, incentivado desde o início pelas grandes distribuidoras, acabou prejudicando-as, a partir da proliferação de inúmeras pequenas distribuidoras e transportadoras revendedoras retalhistas”, diz o relatório final da CPI.

Lei da selva
Apesar do desfecho trágico, a morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), ajudou a aumentar a blindagem de carros. Segundo Laércio Ribeiro, diretor-geral da American Glass Products (AGP), líder mundial na fabricação de vidros blindados, essa propaganda involuntária ocorreu, porque, embora o carro em que estava o prefeito tenha sido atingido por vários tiros, eles não atravessaram a blindagem do automóvel. “Pode-se afirmar que a blindagem cumpriu o seu papel”, argumenta Ribeiro.
Ano passado, 4.500 veículos foram blindados no país, um salto de 12,5% em relação a 2000, segundo a Associação Brasileira das Blindadoras (Abrablin), que prevê que o número de blindagens deve chegar a 5 mil este ano.
A coluna continua achando que, além de mais saudável, investir em educação e garantir um desenvolvimento mais justo sairia mais barato.

Representações
É, no mínimo, uma estranha forma de coerência. Depois de dizer que exigiria que as investigações sobre a Lunus fossem agilizadas, a governadora Roseana Sarney recorrereu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para travar o trabalho do Ministério Público de Tocantins.

Força do hábito
Governista por DNA, o PFL não haveria de, ao abandonar o governo, mudar de estilo. Ou seja, sai, mas fica. Em se tratando de PFL, a decisão nem surpreende nem é inédita. Ganha um acarajé quem apontar um cargo federal que o presidente FH tenha retirado de ACM na Bahia. Ganha uma a coleção completa das obras de FH, quem apontar uma votação importante no Congresso Nacional, na qual os seguidores do ex-senador Antônio Carlos Magalhães não tenham se alinhado com o Planalto.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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