Universidades brasileiras mantêm boas posições em rankings globais

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USP, Praça do Relógio (foto de Cecília Bastos, Jornal da USP)
USP, Praça do Relógio (foto de Cecília Bastos, Jornal da USP)

A Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) e o Instituto Butantan são duas referências nacionais em Ciência que mostraram como é possível superar as adversidades, por meio de parcerias. Se hoje mais de 18% da população brasileira está vacinada com as duas doses dos imunizantes desenvolvidos, boa parte se deve às pesquisas coordenadas pelos dois institutos. Assim como eles, as universidades públicas brasileiras também resistem e se mantêm entre as melhores no ranking mundial, apesar da desvalorização do ambiente acadêmico.

A Universidade de São Paulo (USP) se consagra como campeã e aparece em primeiro lugar em cinco rankings consultados. Nas listas gerais, que reúnem instituições internacionais como Harvard, a USP é a única faculdade brasileira a aparecer nas colocações entre 100ª e 150ª.

Em segundo e terceiro lugar estão a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), bem posicionada em três listas, e a Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), em duas.

Entre os rankings consultados das melhores universidades mundiais estão: Times Higher Education, ranking de uma revista britânica; Center for World University Rankings, de consultoria dos Emirados Árabes Unidos; QS World University Rankings, no Reino Unido; Academic Ranking of World Universities, de Xangai; e SCImago Institutions Rankings, responsável pela lista ibero-americana.

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Estão entre as mais bem classificadas nos rankings as seguintes instituições brasileiras:

1) USP (Universidade de São Paulo)

2) Unicamp (Universidade Estadual de Campinas)

3) Unesp (Universidade Estadual de São Paulo)

4) UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro)

5) UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)

6) UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

7) Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)

O Brasil tem duas entre as dez melhores da América Latina: USP e Unicamp. No top 500 geral do QS World University Rankings 2022 aparecem ainda a UFRJ, em 369ª; a Unifesp, em 434ª; e a Unesp, em 492ª posição.

As universidades públicas são reconhecidas, geralmente, pelo apoio em pesquisas e corpo docente qualificado, tópicos levados em consideração pelos rankings; além de serem gratuitas e oferecerem assistência estudantil para alunos de baixa renda. E, apesar de todas as adversidades, têm conseguido preservar sua qualidade histórica.

 

Ensino Médio na berlinda

Em contrapartida, o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, importante porta de entrada para as melhores universidades, revela não só falta de motivação dos estudantes com o presente, mas falta de perspectiva futura. A maior avaliação do Brasil registrou cerca de 3 milhões de inscrições neste ano, um número que se compara ao registrado em 2005.

É fato que a crise epidemiológica desestimula, mas há muitos instrumentos capazes de resgatar o interesse desses jovens. São eles que garantirão que as nossas universidades continuem a figurar nos maiores rankings internacionais.

 

César Silva é diretor-presidente da Fundação de Apoio à Tecnologia (FAT) e docente da Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec-SP).

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