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Às vésperas das eleições, um manifesto assinado por intelectuais que, em sua maioria foram ligados ao PT, prega o voto nulo ou “em uma candidatura que faça a crítica pela esquerda à administração Marta”, por entender que nem a prefeita nem o tucano José Serra “questiona os fundamentos do poder conservador que subordina as políticas públicas à lógica perversa da especulação imobiliária, dos interesses econômicos que aprisionam o orçamento público, do ajuste fiscal sem fim que condena a prefeitura à penúria”. Autores do manifesto pelo que classificam de “voto crítico”, Plinio de Arruda Sampaio, Chico de Oliveira, Waldemar Rossi, Paulo Arantes, Plinio de Arruda Sampaio Jr., Fábio Luis Santos e Pedro Arantes não explicitem, porém, quem, no cenário paulistano, encarnaria esse papel transformador.

República capenga
A explicitação pelo secretário de Segurança Pública licenciado do Estado do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, de que vai tratar de forma desigual prefeitos eleitos por partidos de oposição é apenas a expressão mais tosca da visão patrimonialista que domina a política nacional. Mas tentar reduzi-la ao grupo de Garotinho é, senão tendencioso, restringir o raio de ação de uma prática a ser extirpada.
Ou o que representa a insinuação do candidato do PT à Prefeitura do Rio, Jorge Bittar, de que é “amigo do presidente Lula”? Que se outro for eleito, Lula vai discriminar o futuro prefeito? Ou ainda o terrorismo de hoje de Marta sobre “o caos nacional”, se ela perder a eleição? Ou o terrorismo de ontem do tucanato de que, se Lula perdesse, o paraíso em que viviam os brasileiros no longo governo FH teria fim?
A longa luta dos brasileiros para restabelecer a democracia política ainda não resultou na extensão da fruição das riquezas nacionais à grande maioria dos brasileiros. O percurso percorrido, no entanto, já foi suficiente para demonstrar que o coronelismo, pelo menos em sua manifestação urbana, é uma força cadente. O que falta é ampliar os princípios republicanos a todo o país.

Pesquisa
O diretor-presidente do Movimento Brasil Competitivo (MBC), Fernando Mattos, revelou que a entidade está desenvolvendo, junto com os governos estaduais do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, além da  Fiesp e Firjan, projeto para avaliar a competitividade dos estados brasileiros.

Quatro rodas
Carro por até R$ 280. Quem procura pechinchas deve ficar de olho nos leilões, como o realizado ontem pelo leiloeiro Acir para o Detran-RJ. Todos os 25 veículos oferecidos foram arrematados. O lote mais caro foi o de um ônibus, vendido por R$ 7,5 mil.

Quem dá mais
Quem também procura boas oportunidades, em outra área e de um nível maior, pode ir ao leilão que Horacio Ernani Rodrigues de Mello realizará de amanhã a sexta-feira, em sua casa de lances da São Clemente, 385, Botafogo (Zona Sul do Rio de Janeiro). Por menos de R$ 500 podem ser arrematados objetos como um “Roteiro da Primeira Viagem do Descobrimento da América”; um antigo baú de jacarandá estilo manuelino, do século XIX, tem lance inicial de R$ 6 mil; uma gargantilha de pérolas negras por R$ 2,5 mil; um vaso de biscuit austríac Art Nouveau, por R$ 2,8 mil; e um óleo sobre tela do atual e procurado Rubens Gerchman por R$ 14 mil. A visitação, hoje, vai das 14h às 22h.

Potencial
Um dos principais objetos do desejo da política externa brasileira, as relações comerciais do país com a Índia estão subaproveitadas. De uma corrente de comércio (exportações mais importações) indiana de US$ 112 bilhões, apenas US$ 1,6 bilhão, ou 1,42% do total, vêm de relações com o Brasil, que, em 2003, exportou apenas US$ 920 milhões para a Índia.

Coração
“Se fosse possível, milagrosamente, curar todas as formas de câncer, a expectativa de vida mundial subiria pouco mais de três anos. Se fizéssemos o mesmo com as doenças cardiovasculares, o acréscimo seria de 9,78 anos”, afirmou médico inglês John E. Deanfield, no 59º Congresso Brasileiro de Cardiologia.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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