Ética americana

A ajuda de US$ 350 milhões prometida pelos Estados Unidos para as vítimas das tsunamis na Ásia representa apenas 42 horas do que o país de Bush gasta para manter a invasão do Iraque. O conflito no Iraque consome cerca de US$ 198 milhões por dia dos norte-americanos e já provocou, segundo estimativas conservadoras, 20 mil baixas entre os iraquianos. Em tempo: o governo dos EUA detestou quando foi chamado de “mesquinho” pelo representante da Organização das Nações Unidas (ONU) encarregado de ajudar as vítimas do cataclismo na Ásia.

Confusão
A ação de dezenas de ONGs tentando ajudar as vítimas das tsunamis acabou provocando uma grande confusão na Ásia. Remédios são enviados para locais onde a necessidade é de comida, roupas sobram, mantimentos ficam nos aeroportos por não ter que os transporte até os locais atingidos. Sem qualquer coordenação, as ONGs atropelaram atribuições que deveriam ser dos governos. Muitas delas – a maioria, claro – está bem intencionada, mas, como diz o ditado, de boas intenções…

Outro olhar
Pedra no sapato da hegemonia do discurso das TVs norte-americanas sobre a invasão do Iraque, a rede Al Jazeera praticamente dobrou seu número de telespectadores no Brasil e no conjunto da América Latina desde o início do conflito no Oriente Médio. Em março de 2003, a Multipole, distribuidora da emissora na região, contava com cerca de 1.600 assinantes. Hoje, este número já ultrapassa os 3 mil. Na comunidade árabe do Brasil, a emissora do Quatar tem tomado o lugar de emissoras como a Globo e o SBT.

Encolheu
A coluna se equivocou, ontem, ao noticiar que o número de dias reservados este ano a filmes nacionais fora ampliado. Na verdade, ele recuou para 35 dias, contra 63 dias, em 2004. O equívoco na informação, no entanto, reforça os comentários sobre as pressões dos exibidores conta a ampliação do espaço para o cinema brasileiro nas suas salas.

Sob nova direção
Os conselheiros Sidney Pascoutto (RJ) e Nei Cardim (BA) são, respectivamente, os novos presidente e vice-presidente eleitos do Conselho Federal de Economia (Confecon). A eleição ocorreu no último dia 4, em Brasília, para o mandato de um ano. No mesmo dia, foram empossados os conselheiros eleitos em outubro último, renovando 1/3 do Cofecon, com mandato até 2007. A posse da nova gestão ocorrerá em fevereiro. Os novos conselheiros eleitos são: Aurelino Levy (MT), Paulo Brasil (SP), Ronaldo Rangel (RJ), Nelson Nappi (SC) e Synésio  Batista (SP).

Reciclagem
O Núcleo Interdisciplinar de Estudos Ambientais e Desenvolvimento (Niead/UFRJ) volta a oferecer o curso de reciclagem de PET. O curso, com carga horária de 24 horas, será realizado nos dias 7, 8 e 9 de março. A taxa de inscrição, de R$ 400,  inclui material didático, lanches e certificado. Maiores informações pelo telefone: (21) 2598-9495.

Voz rouca
Quase muda desde o início do governo Lula, a CUT vai voltar a soltar a voz. A central prepara o 1º Festival Nacional da Canção, o Cantacut. O evento será realizado em duas fases: sete etapas classificatórias e uma final. A fase de classificação acontecerá em Porto Velho (RO), Manaus (AM), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR) e São Paulo (SP). A etapa final reunirá 14 canções, em 27 de agosto, em São Paulo, quando a vencedora será escolhida pelo público presente ao evento, juntamente com os internautas que votarem na página da CUT na Internet (www.cut.org.br). As inscrições serão realizadas de 1 de março a 31 de maio. Espera-se, para o bem da moralidade, que estatais federais abstenham-se de patrocinar o evento.

Poder
A Editora Vozes e o Instituto dos Arquitetos do Brasil promoveram na sede do IAB-RJ, no primeiro domingo do ano, o lançamento do livro O poder americano, organizado por José Luís Fiori, com textos de Carlos Aguiar de Medeiros, Franklin Serrano e Maria da Conceição Tavares, além do próprio Fiori.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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