Apresentando um acervo que procede de família tradicional e também peças em grupo ou avulsas de outros variados comitentes, Valdir Teixeira espera agradar principalmente aos colecionadores de imagens de caráter religioso, entre as quais estão três magníficos crucifixos, que estão na capa do catálogo do leilão. São dois de madeira com prata e Cristo de marfim e um em prata portuguesa ricamente trabalhada.
Também vale citar que, na Rua Assunção, 210, Botafogo, o público vai encontrar três figuras do Menino Jesus, em tamanhos diferentes e uma (rara) de Nosso Senhor dos Passos, com vestes clericais e cabelo. No mais, contem com belas porcelanas e opalinas assinadas, cristais de Carrara, par de esculturas francesas de biscuit e bronze, assinadas por Grisard e Mednata e pinturas de vários autores brasileiros que estão com cotações baixas por circunstâncias do mercado de arte, como Sylvio Pinto, Bustamante Sá, Manoel Santiago, Guttma Bicho, Armando Vianna, Carlos Oswald e Sérgio Telles, que assina o Jardim de Povoa do Varzim, lugar onde nasceu o grande escritor português Eça de Queirós.
Artistas querem oportunidade
É difícil explicar o que está ocorrendo no mercado de arte, que hoje sofre manipulação em benefício de alguns eleitos, ignorando artistas que um dia – eu espero – sejam justamente reconhecidos. Será que não há mesmo lugar para todos tentarem alcançar o seu lugar ao sol?
Lembro-me de que o Horacio Ernani, terceiro da dinastia, não só acolhia em seus leilões os artistas sem padrinhos, como igualmente os encaminhava para outros leiloeiros e marchands do Rio de Janeiro.
Alô galera (novos colecionadores), não comprem nomes, comprem trabalhos que despertem as suas emoções, mesmo que outros digam que o valor de um quadro ou de uma escultura, ou mesmo de um desenho, só deve ser bom se o autor é superfamoso, já morreu ou aparece nos catálogos das casas leiloeiras da Europa ou de Nova York. Arte é cultura, meus jovens, e não basta surfar e namorar para sentir prazer. Experimente só!
Mas, voltando ao leilão de Valdir Teixeira, informo que a exposição das peças estará aberta nesta sexta-feira, das 16h às 22h, e continuará assim até domingo, mesmo horário. Agora são três os dias de ver as coisas que Valdir apregoará em sua casa própria de Botafogo. O desfile/venda vai ser iniciado como sempre às 20 horas, nas noites de 4, 5 e 6 deste junho.















