Segundo os dados divulgados pelo IBGE, em dezembro, o grupo alimentação e bebidas registrou uma inflação mensal mais alta nos dois índices (+1,11% no IPCA; e +1,20% no INPC), impulsionada pelos preços do subgrupo alimentação em domicílio (+1,34%, no IPCA; +1,39, no INPC).
Diante desse cenário, o uso do vale-alimentação contribuiu 52,7% na compra de cestas básicas pelos brasileiros, segundo pesquisa Alelo, especialista em benefícios, gestão de despesas corporativas e incentivos, e Fipe, Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.
Comparando com o desempenho com o ano de 2022, esse crescimento corresponde a 4,3 pontos percentuais – mostrando o benefício como incremento no poder de compra dos trabalhadores. Aliás, o uso do produto impacta 13,6% na renda de trabalhadores do setor privado, com carteira assinada no período (R$ 2.841), geralmente vinculados aos setores de construção (R$ 456,1) e serviços (R$ 410,2).
Já os trabalhadores que utilizam o Vale-Refeição (VR), conseguiram fazer dez refeições em dezembro, sendo refeição por dia útil, durante duas semanas. O benefício teve durabilidade de 22 dias corridos, conforme o valor debitado.
Refeição
Quanto ao benefício de refeição, o valor mensal recebido (R$ 474,9) equivale a 16,7% do rendimento médio mensal desses trabalhadores, o que corresponde a um recuo de 1 ponto percentual em relação a dezembro de 2022. Os profissionais que mais aderem ao VR, estão ligados aos setores de agropecuária (R$ 544,1) e indústria (R$ 512,6).
Os brasileiros que receberam ambos benefícios (VA e VR), a soma dos valores médios em dezembro (R$ 861,6) equivale a um acréscimo de 30,3% à renda média recebida no período (R$ 2.841).
Os percentuais reforçam a importância dos benefícios como complemento à renda mensal dos trabalhadores. A queda registrada, principalmente em refeição, se deve mais ao aumento da renda no período, que cresceu acima dos benefícios médios concedidos.
Gasto médio
Em dezembro, os beneficiários do vale-alimentação tiveram média de gasto de R$ 92,6, o que corresponde a uma queda de 4,5% em relação ao mesmo mês de 2022, uma vez descontada a inflação.
Observando regionalmente, os maiores valores médios foram identificados em transações efetivadas: na Paraíba (R$ 120,1), Alagoas (R$ 116,5), Sergipe (R$ 114,3); e os menores, em Minas Gerais (R$ 75,7), Roraima (R$ 84,4) e Bahia (R$ 85).
Já as refeições fora de casa com o VR, o valor médio por transação foi de R$ 40,4, tendo o impacto de -4,5% nos últimos 12 meses. Em termos regionais, os maiores valores médios por transação ocorreram no Piauí (R$ 60), em Sergipe (R$ 52,3) e Roraima (R$ 50); e os menores: em Minas Gerais (R$ 31,3), no Amazonas (R$ 34,4) e Paraná (R$ 33,6).
Em termos nominais, vale notar, os resultados revelam que o gasto médio por transação permaneceu praticamente inalterado, ou seja, não acompanhou a inflação média ao consumidor nos últimos 12 meses (+4,62%).
Segundo os dados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a economia brasileira encerrou o ano de 2023 com um saldo de 1.483.598 empregos com carteira assinada, resultado líquido de 23.257.812 admissões e 21.774.214 desligamentos no período. Os profissionais admitidos tiveram remuneração de R$ 2.026 em dezembro de 2022 e de R$ 2.048 em 2023.