Valor médio da locação de imóvel chega a R$ 2 mil em São Paulo

Levantamento mostra que houve crescimento de 0,8% no preço médio dos aluguéis de imóveis no mês de setembro.

São Paulo / 15:30 - 13 de out de 2020

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Seguindo a tendência dos últimos meses, o valor médio do aluguel de um imóvel padrão (65m², dois dormitórios e uma vaga de garagem) aumentou em setembro. De acordo com o estudo imobiliário elaborado pelo portal Imovelweb, o preço de locação ficou em R$ 2 mil/mês, o que representa um aumento de 0,8% em relação ao mês de agosto. Com esse valor, a alta chega a 4,2% em 2020. Analisando os últimos 12 meses, o crescimento foi de 6%.

Nos últimos 12 meses, o bairro Vila Cunha Bueno (R$ 1.391/mês) e Parada Inglesa (R$ 2.033/mês) registraram uma valorização de 24,3%, sendo os que mais acumularam aumento no valor da locação na capital paulista. Em seguida está o Jardim D'Abril (R$ 1.327/mês), onde o aumento foi de 22,4%.

Por outro lado, as maiores desvalorizações foram registradas nos bairros Cidade Líder (R$ 1.838/mês), Cidade Jardim (R$ 4.429/mês) e Vila Santo Estéfano (R$ 1.875/mês), com quedas de 22,3%, 21,5% e 20,5%, respectivamente.

Os dados da pesquisa também apontam o crescimento no valor médio das vendas de imóveis em São Paulo. O preço médio do metro quadrado foi de R$ 6.220 em setembro, o que representa um pequeno aumento (0,3%) se comparado ao mês de agosto. Em 2020, a variação acumulada é de 1,4%, mesmo percentual de crescimento nos últimos 12 meses.

Os locais onde o metro quadrado mais se valorizou entre setembro de 2019 e setembro de 2020 foram Jardim Matarazzo (R$ 5.293/m², alta de 19,9%), Vila São José - Itaim Paulista (R$ 6.058/m², crescimento de 19,8%) e Vila Continental (R$ 6.723/m², aumento de 18,7%).

Já as maiores desvalorizações foram registradas no Parque do Carmo (R$ 3.729/m²), Jardim Marilu (R$ 3.550/m²) e Jardim Dona Sinhá (R$ 4.645/m²), com decréscimo de 19,2%, 19% e 17,2%, respectivamente.

O índice de rentabilidade imobiliária relaciona o preço de venda e valor de locação do imóvel para verificar o tempo necessário para recuperar o dinheiro utilizado na aquisição do imóvel. No relatório de setembro, o índice se manteve em 5,5%. Dessa forma, são necessários 18,1 anos para obter o valor investido no imóvel, 4,4% a menos que há um ano.

Já segundo pesquisa do instituto de pesquisa e monitoramento de mercado Hibou, com 1.537 entrevistados todo Brasil (55% mulheres e 45% homens das classes A, B e C em setembro/2020), o grau de insatisfação com a casa cresceu após o isolamento, 49% dos entrevistados está menos satisfeito com o local onde vivem, e ainda enfrentam aumento com a preocupação em condomínios, onde há áreas comuns. Segundo o levantamento, 40% acreditam que o uso das áreas comuns vai cair. As pessoas vão tentar levar suas atividades para dentro de casa. 83% disseram que os condomínios precisarão limpar e higienizar as áreas comuns com mais frequência.

A academia é a preferida dos brasileiros para continuar ativa após confinamento. 71% querem usar. Apenas 41% acha que o playground deve continuar a ser usado e 27% ainda pensam em usar a lavanderia coletiva.

Obrigados a ficar em casa, 57% dos brasileiros redescobriram a sala de estar e 36% o próprio trabalho remoto. "Espaços confortáveis hoje estão no topo do desejo dos brasileiros para suas casas". Aliás, o home office ganha lugar de destaque, já que 57% pretendem continuar trabalhando em casa. Nessa toada, 59% acha que é melhor manter esse espaço de trabalho, mesmo quando puderem voltar a trabalhar fora. Vale comentar que 61% consideraria trabalhar em um escritório que ficasse no seu condomínio residencial, evitando assim deslocamentos desnecessários", explica Ligia Mello, sócia da Hibou e coordenadora da pesquisa, que também apontou que 41% dos brasileiros querem manter a cozinha como ponto de encontro para momentos em família. 44% querem continuar acompanhando lives na internet. A internet, aliás, é prioridade, e a casa conectada está nos planos dos brasileiros: 41% gostaria que os imóveis já viessem com fornecimento de internet de alta capacidade e 30% acreditam que eletrodomésticos integrados já são um caminho sem volta.

Para futuros lares, o olhar do brasileiro está focado nos novos hábitos de higiene com alimentos. 81% concordam que a área de serviço precisa ser maior para os devidos cuidados com os alimentos que chegam da rua, e 66% hoje não têm espaço suficiente para guardar produtos de limpeza. Cozinha integrada com a sala continua interessando 45% acreditam que isso favorece um ambiente único para toda a família, mas 78% considera que ela merece um olhar especial para ventilação e exaustão.

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