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Valores humanos

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– Uma boa notícia para todos os que procuram métricas e indicadores mais adequados às necessidades de expressar a realidade da sociedade: trata-se da recente apresentação do Índice de Valores Humanos (IVH).

– Em uma escala compreendida entre 0 e 1, o IVH procura indicar o respeito a valores nas áreas de saúde, conhecimento e padrão de vida, com foco nos processos que resultam em melhor desenvolvimento humano. O índice reflete a percepção de pessoas sobre situações vivenciadas no cotidiano, sendo melhores os desempenhos expressos pelos índices que mais se aproximem de 1.

– O Brasil apurou o IVH de 0,59, média dos índices que o constituem. Entre estes estão o componente relacionado ao trabalho, IVH-T, com 0,79, mais o componente referente à educação (IVH-E), com 0,54, e finalmente, o componente que corresponde à saúde (IVH-S), com 0,45.

– Estes resultados sugerem que os indivíduos entrevistados experimentaram mais vivências favoráveis nos aspectos relacionados ao trabalho, como cooperação em equipe, realização profissional, motivação, ou liberdade para a manifestação de opiniões, do que vivências desfavoráveis, a exemplo de discriminação, estresse, frustração, ou indignação.

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– Na área da educação, o IVH-E apura a percepção vivenciada pelos entrevistados em três aspectos distintos. O primeiro refere-se ao que deveria ser priorizado pelo ensino, o segundo diz respeito aos estudantes e o terceiro alcança os professores.

– O aspecto relacionado às prioridades do ensino indaga se deveria ser privilegiado o conhecimento para ser uma boa pessoa, para ser um bom cidadão, para ter uma boa vida ou conseguir emprego. A apuração do IVH-E é ascendente se as respostas tenderem a privilegiar o bem comum, compreendido nas duas primeiras alternativas aqui relacionadas.

– O que se apurou para o Brasil foi que 35,7% dos entrevistados entendem que o ensino deve privilegiar o conhecimento para formar o bom cidadão, seguidos de 30,5% que optaram por conseguir emprego, 23,3% que escolheram a opção referente a formar uma boa pessoa e, por último, 10,5% que escolheram a alternativa para ter uma boa vida.

– Os outros aspectos incluídos no IVH-E, referentes aos estudantes e aos professores, perguntam, respectivamente, sobre o interesse pelos estudos, respeito aos professores, honestidade e outros, e se respeitam os alunos ou se têm interesse pelo alunos, se são honestos e se oferecem liberdade para os alunos expressarem as suas idéias.

– Das três dimensões do IVH, a da saúde (IVH-S) foi a de pior desempenho no Brasil. O IVH-S apura a opinião dos entrevistados sobre três componentes deste serviço. O primeiro é o do tempo de espera por atendimento, o segundo é de facilidade de entendimento da linguagem usada pelos profissionais de saúde e o último refere-se ao interesse percebido na equipe médica pelo paciente.

– Dos entrevistados, 51,1% percebem uma demora acentuada por atendimento, independentemente se na administração pública ou privada, 30,7% percebem pouco interesse pelos pacientes e só 27,1% percebem como compreensível a linguagem dos profissionais de saúde.

– O IVH foi também regionalizado. O desempenho das regiões Sudeste e Sul, com 0,62, é seguido pelo da região Centro-Oeste (0,58), Nordeste (0,56) e Norte (0,50).

– Os dados foram coletados pelo Instituto Paulo Montenegro, com 2.002 entrevistados, de 148 municípios, distribuídos por 24 unidades da Federação. Os valores apurados constam da pesquisa Perfil dos Valores dos Brasileiros, incluída no terceiro caderno do Relatório de Desenvolvimento Humano Brasil 2009/2010 (www.pnud.org.br).

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