Varejo ainda não sentiu expectativa de crescimento

Pela primeira vez, compras de Natal pela internet vão superar vendas nas lojas físicas no país.

Faltando menos de 10 dias para o Natal, o comércio carioca ainda não sentiu o esperado aumento das vendas. De acordo com o Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio) e o Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio), que juntos representam mais de 30 mil lojistas, a expectativa de crescimento de 3,5% pode não acontecer e os principais motivos são a pandemia do coronavirus, o desemprego e a queda na renda que estão afastando o consumidor das compras.

“Diante desse quadro o consumidor está economizando nas suas compras, apesar das grandes promoções que os lojistas estão fazendo com descontos, planos de pagamentos facilitados, kits promocionais, liquidações, brindes, sorteios e lançamento de vários produtos. Também temos observado que as pessoas de menor poder aquisitivo estão perdendo o fôlego para consumir e isso vem influenciando fortemente as vendas”, diz Aldo Gonçalves, presidente das duas entidades.

De acordo com os lojistas, os presentes mais procurados até agora são roupas, calçados, brinquedos, bolsas e acessórios, celulares, perfumaria/beleza e bijuterias e as compras parceladas com no cartão de crédito continua sendo a preferida pelo consumidor e o valor do tíquete médio dos presentes estão por volta de R$ 110.

Já estudo da agência Conversion mostra que pela primeira vez no país, o Natal deste ano terá mais compras pela internet do que no varejo físico. Segundo a pesquisa, as lojas virtuais somam 31,94% das intenções de compra dos brasileiros para a data, seguidas pelos aplicativos de lojas e marcas, com 22,53%. Os estabelecimentos em shopping centers e comércio de rua aparecem em seguida com, respectivamente, 19,25% e 18,77% das preferências.

De acordo com o levantamento, realizado no dia 12 de dezembro com 1.068 brasileiros acima de 16 anos, por meio de um questionário estruturado com perguntas fechadas via internet, 83% dos entrevistados afirmaram que vão presentear alguém no Natal, mas 17% dos consumidores não irão fazer nenhuma compra para a data comemorativa.

A pesquisa mostra que será, de fato, um Natal muito mais econômico: 41,3% pretendem gastar menos este ano em comparação com o evento de 2019. “Por outro lado, o estudo mostra que 23,6% pretendem gastar mais com presentes neste Natal em 2020, que, por si, já é bastante surpreendente diante do atual cenário de desemprego e de queda da atividade econômica no país”, comenta Diego Ivo, CEO da Conversion.

“Em novembro, lançamos um estudo que apontou para a maior Black Friday de todos os tempos, impulsionada pela pandemia. Naquela pesquisa, 75% dos brasileiros pretendiam comprar pela internet por medo do contágio”, acrescenta.

O estudo mostra ainda que 48,3% dos brasileiros pretendem gastar menos de R$ 300 em todos os presentes de Natal deste ano. “Este número é diametralmente oposto ao de nossa pesquisa sobre a Black Friday, quando 32,2% afirmaram que pretendiam gastar acima de R$ 1 mil. Para o Natal, apenas 12% pretendem presentar acima de R$ 1.000.”

Para Ivo, o chamado “novo normal”, que começou em março e se estendeu durante todo o ano, está levando o consumidor brasileiro a mudar profundamente os seus hábitos. “por esta razão, teremos um Natal com mais compras por e-commerce do que por lojas físicas”, ressalta.

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