Varejo deve movimentar aproximadamente R$ 788 mi nos Namorados

Entre as lembranças preferidas estão roupas; perfumes e cosméticos (22,5%); e calçados, bolsas e acessórios

Conjuntura / 16:28 - 4 de jun de 2020

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A pandemia e o isolamento social deve afetar mais uma data importante para o comércio do estado, o Dia dos Namorados. Estudo do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec-RJ), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro, revela que haverá redução tanto no gasto médio com presentes - R$ 167,78 (2019) para R$ 148,90 (2020) -, como no número de consumidores fluminenses que devem presentear na data - 8,1 milhões (2019) e 5,3 milhões (2020), respectivamente. Mesmo assim, o levantamento aponta que o volume de compras no comércio deve movimentar R$ 788 milhões na economia do estado do Rio de Janeiro, valor 42% menor que o estimado em 2019.

Entre as lembranças preferidas estão roupas (26,7%), perfumes e cosméticos (22,5%), calçados, bolsas e acessórios (20,3%), flores (15,5%), joias e bijuterias (9,6%), smartphones (6,4%), livros e e-books (5,9%), televisão (2,1%) e computadores (1,6%).

Para o diretor do IFec-RJ, João Gomes, o segmento de roupas e calçados foi um dos setores mais afetados pela crise.

"Apesar da queda interanual do volume financeiro gerado pelo Dia dos Namorados neste ano, as empresas e comerciantes do setor que resistiram à crise até agora verão o resultado de junho ser superior aos resultados observados em abril e maio em função da data comemorativa", ressalta.

Estudo da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) com 103 associados concluiu que durante o processo de reabertura do comércio a circulação de pessoas nos estabelecimentos caiu cerca de 60% e o faturamento foi reduzido a até 70% nesta primeira abordagem aos comerciantes associados.

"A queda do movimento já era esperada por conta do receio natural de sair com a recomendação da população ficar em casa e também com a queda de renda e desemprego que são consequências da crise causada pelo novo coronavírus", disse Nabil Sahyoun, presidente da Alshop.

Atualmente pouco mais de 230 dos 577 shoppings do país já retomaram suas atividades. No estado de São Paulo, 40 empreendimentos foram reabertos no interior. O protocolo solicitado pela prefeitura de São Paulo, com 20 medidas sanitárias, foi entregue pelos shoppings. Agora a Alshop aguarda uma resposta da capital paulista sobre a reabertura das lojas na cidade.

A entidade solicita a reabertura na capital paulista no horário das 12h às 20h, e não somente por 4h, como defende a prefeitura da cidade. As atividades logísticas, o deslocamento dos colaboradores e a nova rotina de higienização não permitem um tempo de abertura tão curto, que também pode gerar aglomerações, defende a Alshop. "Nossa prioridade é com a vida das pessoas, dos colaboradores e clientes, mas sem nenhum faturamento e com os empecilhos de se obter crédito teremos dificuldade para combater os efeitos da pandemia", diz Sahyoun.  

A associação, que representa 105 mil lojistas em todo o país, solicita que as autoridades municipais e estaduais aprovem as mesmas regras de funcionamento aplicadas aos supermercados e farmácias. Nos shoppings, em média, há 60 segmentos de atividade, boa parte deles também essenciais como farmácias, clínicas, assistência técnica de equipamentos, pet shops, comércio de alimentos específicos entre outros.

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