Varejo do Rio vendeu -15% em janeiro

O comércio lojista da Cidade do Rio de Janeiro vendeu -15% em janeiro, em relação ao mesmo mês de 2020, de acordo com o Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL-Rio) e do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio), que ouviu cerca de 750 estabelecimentos comerciais da cidade.

De acordo com Aldo Gonçalves, presidente das duas entidades, que juntas representam mais de 30 mil lojistas, janeiro normalmente é um mês fraco em termos de vendas, imprensado entre o Natal e as férias.

“Mas o resultado deste ano continua refletindo fortemente os efeitos da pandemia além do desemprego e da queda de renda que estão afastando o consumidor das compras. Diante desse quadro, ele prefere economizar, principalmente as pessoas de menor poder aquisitivo que perderam o fôlego para comprar e nem mesmo as ações promovidas pelos lojistas como liquidações, descontos e facilidade de crediário foram suficientes para aumentar as vendas”, diz Aldo.

Ainda segundo ele, entretanto, “há um aspecto bastante positivo que gostaria de ressaltar, que pode influenciar e melhorar o desempenho das vendas nos próximos meses. Foi a medida tomada pela Prefeitura do Rio de suspender a licença para novos ambulantes, antigo pleito do Sindicato nosso junto à prefeitura. Diante da prolongada e grave crise que vem afetando o comércio carioca nos últimos anos, estas resoluções sinalizam uma mudança de rumo na gestão da cidade, com foco na revitalização dos espaços públicos e na recuperação econômica. Essas medidas foram bem recebidas pelo comércio formal, que gera milhares de empregos e renda, paga impostos, e vem enfrentando uma crise sem precedentes, muito antes da pandemia, sem o necessário apoio do poder público” conclui Aldo Gonçalves

De acordo com os dados do CDL-Rio e do SindilojasRio todos os setores registraram resultado negativo. No ramo mole (bens não duráveis) as maiores quedas no faturamento foram tecidos (-10,1%), calçados (-12,5%) e confecções (-12,4%) e no ramo duro (bens duráveis) óticas (-11,5%), móveis (-10,9%), joias (-10,5%) e eletrodomésticos (-9,9%). A venda a prazo, com -5,8%, foi a forma de pagamento preferida pelos consumidores.

Em relação às vendas conforme a localização dos estabelecimentos comerciais, no ramo duro (bens duráveis) as lojas do Centro venderam -12,0%, as da Zona Sul -10,6% e as da Zona Norte -11,1%. No ramo mole, as da Zona Sul venderam -9,6%, as da Zona Norte -10,5% e as do Centro -11,1%.

Segundo analistas do Mitsubishi UFJ Financial Group, Inc (MUFG), o início deste ano pode ser bastante fraco para as vendas no varejo em meio ao aumento da pandemia, interrupção do auxílio emergencial e alta inflação de alimentos atingindo o poder de compra da população e os índices de confiança. A confiança do consumidor e do comércio diminuiu 2,7 e 0,9 pontos, respectivamente, em janeiro, ambos os casos assinalando o quarto mês consecutivo de contração.

“Mas para todo este ano mantemos nossa projeção de recuperação gradual da economia, influenciada pela provável retomada do auxílio emergencial por três meses a partir de março e contando com o avanço contínuo da vacinação. Adicionalmente, o carrego estatístico para o varejo ampliado é bastante positivo em 5,9%, que seria o resultado do crescimento considerando que não haver crescimento durante este ano”, diz o relatório.

Leia mais:

Tombo no varejo em dezembro impulsiona volta do auxílio

Varejo teve queda em janeiro

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