Varejo paulistano cresceu 17,9% em agosto sobre julho

Segundo ACSP, queda na temperatura na primeira quinzena estimulou a compra de presentes e contribuiu para a elevação média.

O fim das restrições ao comércio em todo o Estado de São Paulo, com o efeito Dia dos Pais e a frente fria que chegou à capital, na primeira quinzena do último mês, elevou as vendas no varejo paulistano em agosto. É o que aponta o Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) com dados da Boa Vista S/A. O indicador registrou alta média de 17,9% sobre julho deste ano.

A compra de presentes para os pais – em geral peças de vestuário, como roupas e agasalhos – aqueceu o faturamento das lojas e comércios.

“O fim das restrições ao comércio na segunda quinzena e a compra de presentes na primeira foram fatores importantes para esse resultado positivo”, avalia o economista-chefe da ACSP, Marcel Solimeo.

O balanço de vendas apontou também alta de 30%, comparando agosto deste ano com o mesmo período do ano passado. Apesar de parecer expressivo, o economista salienta que o motivo é a fraca base de comparação, visto que havia restrições ao funcionamento do comércio.

“Nossa expectativa se mantém. Até o final deste ano vamos atingir o mesmo patamar apresentado antes da pandemia. Não estamos falando de recuperação das vendas porque venda adiada é venda perdida”, explica.

Para Solimeo, mês a mês, o indicador deve se mostrar positivo até o final do ano. “Na medida em que a vacinação continua acelerando a tendência para o varejo melhora, mas temos problemas que podem afetar o desempenho. Como o aumento da inflação, que vai comprometer a renda da população, e que exige atenção do governo, e também a crise energética”, finaliza.

Segundo o Mitsubishi UFJ Financial Group, Inc. (MUFG), “para agosto, temos outra perspectiva positiva para o desempenho das vendas no varejo. Como a vacinação está avançando em todo o país, houve uma diminuição no número de casos e óbitos e, consequentemente, novas medidas de flexibilização das operações da atividade econômica. Também como fator positivo, em agosto foi o Dia dos Pais que trouxe força ao movimento de vendas. O cenário otimista deve se manter ao longo do segundo semestre em linha com a retomada de todas as atividades econômicas. Pode haver o risco de retração se a variante Delta aumentar a sua disseminação e também o possível surgimento de novas variantes. Outros riscos para as vendas podem ser a alta da inflação e a falta de matérias-primas e componentes no mercado global, elevando os preços ao consumidor. A falta de peças industriais tem afetado de forma severa principalmente a indústria automotiva.”

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