Varejo paulistano fecha julho com alta de 21,3% nas vendas

Dados apontam que a movimentação do comércio está em crescimento; no país inteiro, vendas cresceram 25,5% no primeiro semestre.

A movimentação no varejo paulistano fechou julho em alta pelo terceiro mês consecutivo, o que mostra que a recuperação está mais próxima para o setor. Dados do Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), indicador com amostra da Boa Vista SA, registraram elevação de 21,3% sobre junho deste ano.

Comparado julho deste ano com julho de 2020, a alta é ainda maior: 37,8%. Isso porque a base de comparação é fraca em razão da extensão das medidas restritivas ao comércio não essencial naquela ocasião. No acumulado do ano, o avanço é de 7,4%. Ainda assim, o setor não se recuperou das perdas. Confrontados, julho deste ano com o de 2019, época sem pandemia, as vendas permanecem -27,3%.

O economista-chefe da ACSP, Marcel Solimeo, lembra que o cenário sinaliza recuperação, mas ainda há muito o que percorrer para zerar as perdas. O fim das restrições e o avanço da vacinação vão contribuir para a retomada.

“A elevação de julho é explicada pela melhora geral da economia e da confiança do consumidor. No ano passado, nesse mesmo período do ano, o comércio ainda sofria com restrições e acumulava perdas”, enfatiza.

Para Solimeo a flexibilização será essencial para que a economia volte a se mover. “Há expectativa de chegarmos ao mesmo patamar do final do ano 2019. Crescimento real para o varejo somente em 2022”, conclui.

O setor varejista brasileiro fechou o primeiro semestre de 2021 com crescimento de vendas. De acordo com o Mastercard SpendingPulse, que mede as transações nas lojas física e online em todas as formas de pagamento, as vendas do varejo no Brasil aumentaram 25,5% no comparativo ano a ano.

Em comparação com o mesmo período do ano passado, os setores de roupas (+59%), artigos pessoais (+40%) e móveis e eletrônicos (+36%) tiveram os crescimentos mais significativos do período.

O cenário excepcional do varejo em 2020 também pode ser percebido pela comparação ano a ano com as vendas do comércio eletrônico brasileiro. No primeiro semestre de 2021, as vendas virtuais tiveram uma queda de 12,3% quando comparado aos significativos e constantes crescimentos que vinham apresentando até então, por conta da digitalização causada pela pandemia.

De acordo com Estanislau Bassols, gerente geral da Mastercard Brasil, esta expansão é marcada pela nova flexibilidade em relação à reabertura do comércio físico: “Após a intensa transformação digital que tivemos no ano de 2020, durante o qual todo o setor precisou migrar para o ambiente online, no primeiro semestre de 2021 começamos a observar o retorno do comércio físico e a volta do consumidor ao varejo tradicional”.

A comparação deste ano com os dois anteriores (2021-2019) revela índices interessantes para análise: as vendas totais do varejo cresceram 16,7% no comparativo do ano com os 24 meses anteriores. As vendas do comércio eletrônico também aumentaram 28,4% quando comparadas ao mesmo semestre de 2019.

Leia também:

Vendas no varejo avançaram 1,4% em maio

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