Varejo, petrolíferas e bancos puxam Ibovespa

Siderúrgicas e Vale ficam na contramão do mercado

O Ibovespa se firmou em viés positivo nesta sexta-feira, acima dos 106 mil pontos e acumulando ganhos de mais de 3% nos últimos cinco pregões. Segundo o economista Alexsandro Nishimura, head de conteúdo e sócio da BRA, o mercado brasileiro mostrou resiliência ao desempenho dos índices de Nova York, que reagiram aos dados de vendas no varejo aquém do previsto e ao início da temporada de balanços.

Antes da abertura, BlackRock, Citigroup, JPMorgan Chase e Wells Fargo reportaram resultados mistos.

Por aqui, o volume de vendas do comércio varejista em novembro cresceu 0,6%, na série com ajuste sazonal, após variar 0,2% em outubro. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE).

“As vendas no varejo surpreenderam positivamente, ao subirem 0,6% em novembro na comparação mensal, ante expectativa de estabilidade. O indicador foi impulsionado pelos números de supermercados, ainda que com impacto mais fraco da Black Friday”, explicou.

Apesar da notícia positiva, cinco das oito atividades tiveram taxas negativas: móveis e eletrodomésticos (menos 2,3%), tecidos, vestuário e calçados (menos 1,9%), combustíveis e lubrificantes (menos 1,4%), livros, jornais, revistas e papelaria (menos 1,4%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (menos 0,1%).

Por outro lado, houve crescimento em hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,9%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,2%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,2%). O varejo acumula alta de 1,9% até novembro e nos últimos 12 meses, também até novembro, cresceu 1,9%.

O economista diz que os ativos das petrolíferas e dos bancos deram fôlego ao benchmark da bolsa brasileira nesta sexta-feira, enquanto Vale e siderúrgicas andam na contramão do mercado, ainda impactadas pelas chuvas em Minas Gerais e por mais uma queda do minério de ferro na China.

“O recuo da commodity reflete a conclusão do reabastecimento da matéria-prima nas siderúrgicas chinesas. Além disso, o mercado especula se as restrições à produção de aço serão reforçadas durante as Olimpíadas de Inverno”, analisa o economista.

Ele cita que um dos destaques positivos na sessão foi a BRMalls, após o conselho administrativo da empresa recusar, de forma unânime, a proposta da Aliansce Sonae para fusão de negócios. O conselho da BRMalls avaliou que a companhia foi subavaliada.

 

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