Varejo sente redução no auxílio e alta da inflação

O comércio varejista sentiu a redução no valor da renda emergencial – de R$ 600 para R$ 300 – e, após seis meses consecutivos de crescimento, ficou estável na passagem de outubro para novembro (variação de -0,1%).

No confronto com novembro de 2019, também houve perda de ritmo, com alta de 3,4%, menos da metade dos 8,4% alcançados em outubro. Apesar da desaceleração, o setor se encontra 7,3% acima do patamar pré-pandemia.

As informações são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE. A queda no consumo de alimentos foi a principal responsável por frear a sequência de altas. “Se olharmos, por exemplo, para a receita das empresas dessa área [hipermercados], houve um declínio de 0,8%. E a diferença entre a receita e o volume de vendas demonstra um aumento de custos. Mas, além disso, é comum que o consumidor, quando tem uma queda de renda ou do seu poder de compra, passe a comprar menos produtos que não são essenciais e a optar por marcas mais baratas”, diz Santos.

“Este fraco desempenho pode estar associado à própria pandemia, levando a liquidações menos agressivas em novembro”, analisa o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). “Além disso, é difícil não considerar os efeitos negativos da aceleração da inflação no final do ano, sobretudo de alimentos, que retirou poder de compra da população, assim como a redução do auxílio emergencial de R$ 600 para R$ 300. Isso tudo em um contexto de elevado desemprego.”

O comércio varejista ampliado, que inclui veículos e material de construção, manteve o crescimento e registrou a sétima alta no volume de vendas, de 0,6%, em novembro, frente ao mês anterior. No ano, a venda de veículos acumula queda de 15,1%, mas os materiais de construção tiveram alta de 10,1%.

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