Varejo teve queda em janeiro

Mês apresenta reflexo sobre o fim do auxílio emergencial e dá sinais de retração no primeiro trimestre do ano.

O Índice Getnet de Vendas do Comércio Varejista Brasileiro (iGet), desenvolvido pelo Departamento Econômico do Santander em parceria com a Getnet, mostra que em janeiro o varejo restrito e ampliado sofreram queda significativa nas vendas sobre o mês anterior, de 12,6% e 10,9%, respectivamente, descontados valores sazonais. O indicador aponta uma deterioração já esperada para o setor, devido, principalmente, ao encerramento do auxílio emergencial e uma reversão no processo de abertura das atividades, o que beneficiaria o setor de serviços. No comparativo anual, o varejo também apresentou queda de 14,9% (restrito) e 12,9% (ampliado).

Todos os segmentos que o iGet avalia sofreram queda, exceto artigos farmacêuticos, que teve crescimento de 2,7%. Vestuário e materiais para escritório tiveram as maiores baixas, de 25,6% e 25,9%, respectivamente. No conceito ampliado, materiais de construção fechou com -6,1% e partes e peças automotivas, com -2,5%.

Em janeiro, todos os estados brasileiros apresentaram queda nas vendas do varejo. As regiões Norte e Nordeste apontaram maior decréscimo, com destaque para Amazonas (-19%), Pará (19,4%), Amapá (-14,3%), Tocantins (-12,1%), Rio Grande do Norte (-19,7%), Piauí (-11,6%), entre outros.

Já segundo o volume de vendas do comércio varejista brasileiro fechou 2020 com uma alta de 1,2%, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje, no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A receita nominal teve alta de 6%.

Segundo o pesquisador Cristiano Santos, do IBGE a pandemia teve impacto nos resultados da pesquisa ao longo do ano. “Os resultados da pesquisa costumam ter variações menores, mas com a pandemia houve uma mudança neste cenário, já que tivemos dois meses (março e abril) de quedas muito grandes”, afirma.

Apesar da alta no ano, o comércio teve quedas de 6,1% no volume de vendas (a mais intensa da série histórica iniciada em 2000) e de 5,3% receita nominal, na passagem de novembro para dezembro. Na média móvel trimestral, os recuos foram de 1,8% no volume de vendas e de 0,8% na receita nominal.

Na comparação de dezembro de 2020 com dezembro de 2019, houve altas de 1,2% no volume de vendas e de 9,2% na receita nominal.

No acumulado do ano, quatro dos oito segmentos do varejo tiveram alta nas vendas: supermercados, alimentos, bebidas e fumo (4,8%), móveis e eletrodomésticos (10,6%), artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria (8,3%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,5%). Quatro setores tiveram queda nas vendas: combustíveis e lubrificantes (-9,7%), tecidos, vestuário e calçados (-22,7%), livros, jornais, revistas e papelaria (-30,6%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-16,2%).

O varejo ampliado, que também inclui vendas de veículos e de material de construção, fechou o ano com recuo de 3,7% no volume e de 2,8% na receita nominal. Os veículos, motos, partes e peças tiveram queda de 13,7% no volume. Já o volume de materiais de construção cresceu 10,8%.

Na passagem de novembro para dezembro, todas as oito atividades do comércio varejista apresentaram retração, com destaque para outros artigos de uso pessoal e doméstico (-13,8%), tecidos, vestuário e calçados (-13,3%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-6,8%).

Dois segmentos avaliados no varejo ampliado também tiveram redução de vendas: veículos, motos, partes e peças (-2,6%) e material de construção (-1,8%).

 

Com informações da Agência Brasil

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